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Como uma empresa tradicional do ramo Logístico se reinventou através da agilidade

Para falar sobre o impacto das metodologias ágeis dentro de uma empresa, convidamos Pedro Paulo Neves para dividir a sua experiência durante a Transformação Ágil da Tegma Gestão Logística.

O início de uma jornada Ágil

Uma empresa que está há 50 anos na área logística, a Tegma sentiu a necessidade de inovar.

A primeira ação da companhia foi separar o departamento de TI e rever seus processos.

Também criaram uma Venture Capital, que além de ajudar nos passos iniciais da empresa rumo à transformação ágil, também fizeram com que ela se aproximasse de outras corporações.

Durante esse processo, a Tegma criou um projeto de aceleração de startups, voltadas à indústria logística.

Essa etapa ajudou a empresa a enxergar essas startups como fornecedores, o que contribuiu diretamente no processo de inovação da empresa.

Além disso, houve um investimento dedicado em duas dessas startups, que juntas, se conectaram no mesmo modelo de negócio.

Um novo olhar

A primeira mudança de mindset da companhia foi compreender que as mudanças iriam melhorar os processos e agregar valor ao serviço entregue ao cliente, de forma adaptativa e que influenciava no percurso, diferente de um modelo waterfall comum, onde o risco só aumentaria.

Alguns times internos não só tinham conhecimento em metodologias como o Scrum, mas também aplicavam de forma tímida nos processos do dia a dia. Mas foi através da consultoria que a empresa notou que ainda estava distante de uma Transformação Ágil.

Resultados ágeis

Após o diagnóstico, Pedro comentou que o crescimento foi surpreendente em relação ao tempo que tiveram para de fato executar as ações. Contudo, essas mudanças só aconteceram dentro dos setores de TI e desenvolvimento, o que ainda os afastavam de alcançar um modelo como o Business Agility.

Todo esse processo influenciou outros departamentos, como o de Gestão de Pessoas, cuja equipe agora possui o apoio de grandes gerências para continuar desenvolvendo um framework ágil.

Outro fator que contribui para esse processo foi a visão da equipe, enxergando o projeto não apenas como um benefício para o time de TI, mas para toda a corporação.

A autogestão foi uma das consequências benéficas desse projeto, já que as equipes se sentiam proprietárias do produto que estavam desenvolvendo, além de se sentirem mais motivadas por isso.

Ao final da palestra, Pedro ainda aconselhou que as empresas que iniciam um processo de transformação ágil devem se dedicar para que de fato se atinja a transformação.

Um dos pontos enfatizados é comunicar para que todas as equipes se motivem a participarem desse processo.

Desafios da agilidade para novos entrantes

Em um painel mediado por Angelica de Lima, convidamos Rodrigo Otero, da Veloe e Paula Magalhães, da Juntos Somos Mais para compartilhar suas experiências durante a implementação da agilidade e apresentarem um panorama do mercado ágil.

Desafios e Oportunidades x Necessidades do Mercado de Construção

Durante o painel, Paula Magalhães compartilhou a iniciativa de grandes marcas em se unirem para atender melhor as demandas do mercado de construção. Contudo, essas empresas ainda tinham processos longos e ineficazes.

O primeiro desafio dessa união veio quando um projeto de 30 mil horas precisava ser entregue em apenas seis meses, sendo esse o único e-commerce B2B voltado para o setor construtivo.

As metodologias ágeis estiveram presentes fortemente durante o processo: um framework ágil foi estabelecido, squads foram formadas com o mesmo objetivo – a entrega final do produto para o lojista.

E como colocar em prática a cultura ágil dentro de uma Business Unit?

Rodrigo Otero, da Veloe, comentou que durante alguns meses a empresa passou por transformações que trouxessem melhoria dentro dos processos da corporação.

O primeiro objetivo da empresa foi literalmente organizar a casa. Aplicar metodologias como o Business Agility foi essencial para que, futuramente, o cliente estivesse no centro das operações.

Segundo Otero, as operações de tecnologia já rodavam no modelo ágil. Contudo, outros departamentos como a área de novos negócios e operações, ainda tinha não tinha processos bem estruturados e aí estava o grande desafio: implementar uma cultura ainda desconhecida em grande parte da corporação.

Resultados da implementação da cultura ágil

Em conjunto a estratégias de marketing, as metodologias ágeis ajudaram a Veloe a aumentar a base de clientes significativamente. No período de seis meses, o número de usuários chegou a ser dez vezes maior que no início do projeto.

No outro cenário, da Juntos Somos Mais, a agilidade contribuiu para que, além de se inserir e se posicionar em um mercado ainda necessitado de inovação, transformasse o mindset de empresas do grupo.

A cultura ágil, neste caso, ajudou uma empresa centenária a compreender os desafios e demandas do mercado em que já atuava, reconhecendo que precisava inovar. O resultado foi uma plataforma multibenefícios para o público que já conhecia a qualidade dos produtos.

A importância de times distintos na transformação ágil

Durante a sessão de perguntas, Paula comentou a importância de envolver outros times no processo de transformação ágil. Isso porque através de equipes como o RH, é possível atingir todas as camadas de uma corporação.

Além de concordar, Otero acrescentou que dentro da Veloe equipes foram contagiadas com a agilidade. Como consequência disso, projetos foram entregues antecipadamente e apresentarem bons resultados.

O que a Co.Lab Serasa aprendeu com Business Agility

Durante a última edição do Agile Leaders Meeting, convidamos Carlos Vitorino e Thiago Araujo, da Serasa Experian para falar sobre os benefícios de Business Agility nas grandes corporações. Confira.

Responsáveis pela área de negócios, Carlos e Thiago contaram durante sua palestra como a transformação ágil dentro da Serasa Experian fez com que os departamentos se reinventassem.

Segundo Thiago, foi no decorrer desse processo em que a área análise de negócios se tornou mais rápida e acertiva, além de se adaptarem com mais facilidade às mudanças.

A hierarquia de processos

Até 2017, a atividade de levantamento de requisitos era extensa, cheia de processos e stakeholders. Nessa mesma organização, o analista de negócios apenas entendia a demanda, discutia com os líderes técnicos e desmitificava as solicitações.

Segundo Thiago, o projeto não saía do lugar. A troca de e-mails, arquivos e reuniões não eram eficazes, muitas vezes não recebendo a devida importância.

Além disso, o Analista de Negócios atuava como um herói faz tudo do projeto e usava de toda paciência comas fases do projeto que ía e voltava, até conseguir reunir toda documentação e aprovações necessárias.

Os impactos da Transformação Ágil dentro da empresa

O processo da Transformação Ágil na companhia começou a ser feito a partir de 2017, quando as equipes basearam-se no modelo ágil do Spotify.

Buscaram aprender metodologias, como Lean Inception através da consultoria especializada que tiveram.  Em seguida, aplicaram com toda a equipe através de workshops colaborativos, técnicas de Design Thinking, abordagem de Lean Startup e uma sequência de atividades que colaboraram para definir o MVP de novos produtos.

O primeiro resultado desse processo, segundo Thiago, foi notar que o processo que normalmente demoravam meses, estava sendo executado em dias.

Além disso, as reuniões também deixaram de ser improdutivas, entediantes e deram lugar a workshops mais dinâmicos. Como consequência disso, os times se tornaram mais engajados e quebraram as barreiras que impediam de interagir com outras áreas da empresa.

Momento de se reinventar

Após a implementação das dinâmicas e workshops de Lean Inception serem aplicadas com sucesso, novas demandas começaram a surgir.  

Os analistas de requisitos tiveram a oportunidade e criaram a unidade de Novos Negócios, área responsável pelo detalhamento e construção de escopo através de metodologias.   

Foi a partir daí que novas ações tiveram que ser tomadas: além de entender e aplicar o Lean Inception, o time de novos negócios, buscou conhecimento em outrasmetodologias como Design Sprint, Kaizen, Business Canvas e Design Thinking para aprimorar o seu trabalho

Uma nova proposta

Para atender as necessidades dos clientes internos, um novo projeto nasceu dentro da Serasa, o Co.Lab., e novos frameworks foram estabelecidos.
Dessa forma, outras pessoas que também possuíam conhecimentos que íam além da análise de negócios também puderam contribuir com a transformação ágil da empresa.

Resultados na prática

Após 2 anos do ponta pé inicial, mais de 70 eventos foram realizados e mais de 400 colaboradores impactados por esse conteúdo, além da participação de mais de 100 clientes.

Case: Blockchain e Certificado Digital

Ao colocar em prática as metodologias ágeis, um squad foi montado para trabalhar em cima do projeto de certificação digital de um cliente específico. E, diferentemente de outros projetos, o cliente não só participou como validou todas as etapas. Atualmente, o projeto já está na sua versão piloto.

O que a Co.Lab aprendeu com a Transformação Ágil?

Através do mindset ágil, a equipe de análise de requistos mudou sua atuação, se tornando mais efetiva com todas iniciativas necessárias para o sucesso de um projeto.

As técnicas aprendidas alavancaram resultados e satisfação de seus clientes internos e externos, bem como satisfação com própria atuação nesse novo modelo de trabalho.

O que é, quando surgiu e como implantar a cultura DevSecOps

Alex Salino, um dos fundadores da Liga Ágil, abordou de forma diferente e dinâmica uma palestra sobre DevSecOps. Apresentou os conceitos básicos e avançados da cultura, o perfil de um time de DevSecOps, além de um case para os participantes.   

Entendendo o início da cultura DevSecOps       

O termo DevOps surgiu em uma conferência realizada em 2009, na Bélgica. Nesse evento, denominado “DevOpsDays” profissionais de desenvolvimento e operação se reuniram com o objetivo de melhorar os processos e entregar valor ao cliente.

Mesmo após uma década, as empresas ainda estão engatinhando no processo de implementação nessa cultura.

Qual o perfil de um time de DevOps?

Segundo Alex, para ter excelência e eficiência na implementação de uma metodologia ágil como DevSecOps é preciso compor uma equipe com as características de um time ágil, como autonomia e multidisciplinaridade, por exemplo.

Da mesma forma, é preciso que as equipes trabalhem juntas. Ou seja, todos os colaboradores buscam e estão preparados para superar possíveis desafios, a fim de alcançar grandes metas.

E como colocar em prática essa cultura?

Um dos primeiros passos para colocar essa metodologia em prática, é literalmente se apaixonar pelos problemas. Dessa forma, se torna ainda mais fácil entregar a solução ideal para o cliente, bem como inovar continuamente.          

Além disso, é preciso estar atento ao objetivo estratégico dos seus times. É importante que todos estejam alinhados as expectativas para que essa meta não seja única.

Não menos importante, entregar valor ao cliente é essencial. Criar slots menores é interessante, uma vez que o pipeline de entrega se torna cada vez mais contínuo.     

Ter a visibilidade de todo o processo, automatizar as etapas, bem como métricas que gerem valor são essenciais para entregas de qualidade.

Onde entra o “SEC” em DevSecOps?

Segundo Alex, com a implementação da LGPDP (Lei de Proteção de Dados Pessoais) é mais do que necessário que automatizar ferramentas que segurança para que as informações da aplicação e da estrutura se mantenham seguras.   

É possível ir além do CI (Integração Contínua) e CD (Entrega contínua)?

Não só é importante como deve ser feito, através de:

  1. Fit in: Fazer o software se adaptar para situações onde possa desligar suas funcionalidades; 
  2. Backlog unificado;
  3. Rastreabilidade;
  4. Infraestrutura dedicada à aplicação;
  5. Infraestrutura como código;
  6. Arquiteturas imergentes;
  7. Monitoramento.

Ao final da palestra, Alex compartilhou um tema com os participantes um case que, mesmo em um time de DevSecOps com grande potencial, melhorias sempre podem ser implementadas. Os principais pilares de CI e CD são importantes, mas há outros fatores que influenciam diretamente no sucesso da implantação dessa cultura.           

Qual o papel do RH na Transformação Ágil de uma organização?

Para abrir a terceira edição do Agile Leaders Meeting, Dairton Bassi da Agile Trends dividiu com o público como o RH é influenciador no processo de Transformação Ágil de uma empresa.   

O começo da agilidade nas empresas

Com a popularização do manifesto ágil, em meados dos anos 2000, uma discussão sobre como aplicar as metodologias no ambiente corporativo começou a ser levantada.

Durante essa mesma década, também foi questionado como a agilidade seria eficaz no cotidiano das empresas, por isso levou-se um tempo para que as lideranças tivessem preparadas para dar o primeiro passo.            

A segunda fase da agilidade no Brasil

Essa etapa, ocorrida por volta de 2012, as equipes deixaram de trabalhar de forma singular e todas buscavam o mesmo objetivo em prol do mesmo projeto ou produto.

Cerca de 5 anos depois, as empresas não só compreenderam os benefícios da agilidade como começaram a aplicá-la nos negócios. Nesse momento a empresa toda trabalhava com o mesmo propósito, mas dessa vez de forma ágil.

Esse processo é ainda mais complexo e desafiador, já que nesse cenário a transformação ágil acontece em diferentes times, com metas distintas, mas em busca de excelentes resultados.  

E como o RH atua no processo de Transformação Ágil?

Para que as equipes desenvolvam maturidade suficiente para não se dispersar, o RH torna-se um elemento essencial, já que que possui capacidade suficiente para impactar a cultura corporativa no geral.

A principal tendência dessa etapa, e que as grandes corporações tem buscado, é a flexibilização da estrutura organizacional. Dessa forma, equipes multidisciplinares e com diferentes perfis se formam, mas a busca em atingir os mesmos resultados continua.

Benefícios dessa transformação

Os principais ganhos dessa estrutura é que menores camadas de gestão são formadas e o impacto no modelo de negócio da empresa é extremamente positivo. Ou seja, através desse modelo as equipes se tornam mais autônomas e contribuem diretamente no objetivo final da companhia.

Metodologias ágeis de desenvolvimento otimizam processos da Ipiranga

A última edição do Agile Leaders Meeting contou com um case de sucesso em como as metodologias ágeis de desenvolvimento contribuem para a otimização dos processos dentro de uma empresa de grande porte.

Metodologias Ágeis de Desenvolvimento_Liga Ágil

Após os treinamentos da Liga Ágil, a Ipiranga decidiu rever seus modelos de trabalho e processos. No decorrer do Agile Leaders Meeting, Álvaro H. Beckerig e Cyntia Albernaz, responsáveis pela área de projetos, apresentaram os pilares da empresa que foram fundamentais para guiar as etapas que viriam a seguir.

Em outras palavras, compreender a cultura, os valores, os princípios e as práticas da empresa, foram essenciais para encontrar possíveis melhorias.

Implantação das metodologias ágeis


Para iniciar a implantação das metologias ágeis de desenvolvimento, foram levados em conta os pilares da companhia, sendo eles:

  • Aprender
  • Fazer
  • Multiplicar

A equipe Ipiranga colocou o pilar “aprender” em prática. Workshops foram realizados para capacitar os colaboradores, palestras foram promovidas e até um projeto foi criado, o Garagem Agile Talks, um encontro realizado quinzenalmente.

Um framework de gestão de produtos e processos ágeis também foi criado, o que contribuiu diretamente no desenvolvimento e qualificação da equipe. Além disso, eles puderam conhecer o processo de implantação de metodologias ágeis de desenvolvimento de ponta a ponta.  

Para multiplicar todo conhecimento adquirido, o primeiro passo foi qualificar e formar facilitadores para colocar em prática as metodologias ágeis.

Ações como disponibilizar todas as informações necessárias em um site interno, por exemplo, facilitou eventuais e possíveis consultas.

Learning Organization

Acima de tudo, aplicar as cinco disciplinas de uma Learning Organization foram essenciais para desencadear o aprendizado coletivo. São eles:

  • o domínio pessoal
  • modelos mentais
  • a visão compartilhada
  • aprendizado em equipe
  • pensamento sistêmico

Por fim, assim como as demais palestras durante o evento, foi possível compreender que, através das metodologias ágeis, é possível otimizar os processos dentro de uma companhia.

Dessa forma, o resultado é cultivado e alcançado em equipe. A gerência deixa de ser sobre pessoas, mas a gestão de sistemas e ambientes.

Quer vivenciar essa experiência? As inscrições para a próxima edição do Agile Leaders Meeting estão abertas. Inscreva-se!

Como ser Ágil: Perspectivas do mercado frente a novas lideranças

Em mesa mediada por Alex Salino, profissionais trouxeram cenários e visões sobre o mercado das empresas de tecnologia e dos novos desafios em como ser Ágil, durante a última edição do Agile Leaders Meeting no Rio de Janeiro.         

Como ser ágil: Novos entrantes na agilidade

Com a finalidade de apresentar as perspectivas de um mercado que segue em constantes mudanças, o painel da última edição do Agile Leaders Meeting contou com a participação de profissionais agilistas: Camilla Fant, da Oi; Leo Almeida da Spot Educação (Cultura Inglesa) e Petrus Abi-Abib da MedGrupo.

Durante o evento, os palestrantes levantaram diversos temas relevantes para o mercado:

  • Como encontrar maneiras de engajar as equipes e os seus respectivos superiores?
  • Ainda é possível motivar as pessoas para fazerem coisas diferentes com foco em melhores resultados?
  • Como ser ágil no dia a dia?

Ao decorrer da conversa, notou-se que é fundamental estar aberto à implantação de novos modelos de trabalho. Dessa forma é possível alcançar os melhores e tão desejados resultados.

Segundo os palestrantes, ainda não existe fórmula mágica. Para colher os melhores frutos, é preciso estar disposto a aprender, a errar e ter coragem de encarar novos métodos de trabalho. Ainda que seja para iniciar com metodologias simples e modelos claros, por exemplo. Assim toda equipe pode contribuir e atingir os objetivos.

Além disso, é importante levar em conta todo histórico da empresa. Com ele é possível compreender os pontos fracos e encontrar os aspectos onde as melhorias devem ser aplicadas.  

Para encerrar o painel, Alex Salino, que moderou a mesa, falou sobre o desafio de reposicionar a média gerência, uma vez que times de alta performance não precisam de um microgerenciamento.

Portanto, o novo gestor deve estar mais próximo da estratégia, na gestão do sistema e do ambiente como um todo.

Dessa forma, o seu papel vai além de proporcionar um ambiente ideal para seu time, consequentemente deixando de gerir apenas pessoas para administrar o sistema e as devidas estratégias estabelecidas.

As inscrições para o próximo Agile Leaders Meeting já estão abertas. Garanta sua vaga aqui!

Como práticas DevOps têm otimizado os procedimentos da Toro Investimentos

Uma das palestras que rolou na última edição do Agile Leaders Meeting contou com Paulo Mariano, da Toro Investimentos, que trouxe em seu painel os ganhos e benefícios após a implantação das práticas DevOps na companhia.

Práticas DevOps - Paulo Mariano

Para abrir a sua palestra, Paulo trouxe aos participantes conceitos sobre o que são e como aplicar as práticas DevOps dentro de uma organização.

Afinal, o conteúdo não seria tão transformador se o público do evento não compreendesse o seu devido valor e como essa prática funcionaria dentro de uma corporação.         

Ao apresentar a metodologia, ele conceituou o termo DevOps como uma descrição de conjunto de práticas que integram equipes. Sejam elas de desenvolvimento de softwares, operações (infraestrutura ou sysadmin) ou de apoio envolvidas (controle de qualidade, por exemplo).

Durante seu discurso, os participantes puderam ter uma noção concisa sobre os pilares da metodologia DevOps, conhecido como CALMS.

Em outras palavras, com esses pilares podemos tratar o relacionamento interpessoal das equipes (Culture), automatizar todos os processos e tudo que for possível (Automations). Podemos também identificar os gargalos que devem ser corrigidos (Lean), mensurar o seu ambiente e gerar feedback (Measurement). Além disso, podemos compartilhar todo conhecimento com a equipe (Sharing).

No decorrer da implantação da cultura DevOps, Paulo conta que muitos gargalos foram identificados. Diversos processos eram executados de forma manual, baixa escalabilidade horizontal e alto acoplamento entre os sistemas. Todos os fluxos de trabalho estavam  indefinidos, o pacote da aplicação era gerado na máquina do desenvolvedor e anexado ao TFS ou e-mail antes de ser homologado.

Os processos implicavam em constantes rollbacks, além de desenvolvedores mais dedicados à resolução de problemas de deploys, ou seja, contratempos que influenciavam negativamente no desempenho da equipe.             

Para colocar em prática esses conceitos, equipes multidisciplinares foram criadas, permitindo maior autonomia. Sendo assim, qualquer colaborador poderia trabalhar nas aplicações. Além disso, também foi criado um fluxo de trabalho padronizado para esses times.

A automatização de alguns processos diários como os deploys não só contribuiu para padronização desse processo, mas também reduziu a taxa de rollback introduzindo qualidade em todo fluxo de desenvolvimento e o crescimento da quantidade de deploys semanais.           

Portanto, através da experiência aplicando as metodologias dentro da Toro investimentos é nítido que a Cultura e o Mindset são essenciais para que a tecnologia traga resultados reais para as empresas.

Você pode assistir a palestras como essa na próxima edição do Agile Leaders Meeting. As inscrições estão abertas, garanta sua vaga!

RH Talent: Como a agilidade contribui em processos organizacionais

Durante a última edição do Agile Leaders Meeting, Roberta Fonseca, diretora de RH Talent da MedGrupo compartilhou com os participantes os benefícios e resultados pós-implantação de metologias ágeis dentro da empresa, alinhados a tarefas administrativas do cotidiano.

RH Talent - Roberta Fonseca


Com 22 anos no mercado educacional e mais de 800 colaboradores em todo território nacional, a MedGrupo tinha um grande desafio: atender não só a expectativa de seu público, mas também auxiliá-los a atingir seu objetivo final , ou seja, alcançar a tão desejada aprovação em processos de residência medicinal.

Ao longo da palestra, Roberta apresentou que é possível unir a rotina comum e burocrática de um departamento administrativo, como o de recursos humanos, à metodologias que otimizam o trabalho da equipe.

Mudar a forma de pensar de todas as equipes foi uma das estratégias utilizadas pela área de RH Talent para conseguir atingir e envolver todos os departamentos.

Pensando na qualificação dos colaboradores, ações que envolviam palestras e melhorias nos modelos de gestão foram executados, onde dores puderam ser compreendidas e os métodos começaram a ser implantados através da construção de backlogs.

No primeiro semestre deste ano, os resultados puderam ser mensurados através de indicadores como a formação de times e seu engajamento em projetos. A melhor compreensão das necessidades dos clientes, a definição dos papéis e outros valores já notados pelos departamentos responsáveis.

Após o término da implantação das metodologias ágeis, Roberta conta que o cycle time e as etapas do processo foram reduzidas. Resultados como um processo mais transparente e maior assertividade da equipe, tanto na aquisição de benefícios, quanto na integração de sistemas de ponto e folha foram notados.

Além disso, ela também reforçou que algumas atitudes devem ser colocadas em prática pelos agentes transformadores. Olhar mais para as pessoas, construir times multidisciplinares, trabalhar de forma colaborativa e pensamentos fora da caixa contribuem diretamente para um ambiente mais adequado para a implantação de metodologias ágeis. Isso independente de um departamento de tecnologia.

Portanto, para que um departamento de RH possa aplicar esse tipo de metodologia, algumas dimensões devem ser compreendidas. O Design da Organização, a Aquisição de Talentos, a Performance, o Desenvolvimento Ágil e o Aprendizado, além do RH Ágil devem caminhar durante o processo de implantação dessas metodologias dentro de uma organização, independente do tamanho ou quantidade de colaboradores que ela possua.

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Agile UX no Discovery e Delivery do Produto

Entregar tarefas ou entregar valor?

Parece uma pergunta retórica quando falamos de agilidade, mas é uma provocação contundente já que é bem comum ver times ágeis sem uma iteração efetiva, mesmo com profissionais UX no time. Visto que assim como o Agile, o UX também visa o aprendizado rápido, entregar valor contínuo, potencializar pessoas e colocar o cliente/usuário no centro das ações.



E o olhar do UX visa entender como oferecer uma experiência omnichannel, observando todos touch points, influenciadores e motivadores do cliente com os produtos ou serviços, gerando ideias para eliminar ruídos que possam afetar essa jornada de ponta a ponta.

Sabemos que este é um desafio comum em alguns níveis de maturidade ágil devido algumas cerimônias e processos que acabam muitas vezes sufocando ou até mesmo eliminando processos de UX básicos. A ideia deste texto é mostrar que existe uma luz no fim do túnel e a fusão entre UX e Agile é possível e extremamente benéfica na entrega de valor real para o usuário.

Discovery e Delivery

Muito é investido dentro da área de Pesquisa e Desenvolvimento. E com isso abordagens e técnicas de inovação como o Design Thinking vem sendo direcionadores fundamentais do processo. Saiu recentemente uma pesquisa de R&D e liderança com inovação da Gartner, mostrando que é cada vez mais importante que os Líderes construam uma cultura de inovação, com mais de 54% de Executivos Seniors de R&D afirmando esta importância.

E ainda neste estudo da Gartner são apontados 6 passos importantes para nutrir esta cultura de forma sustentável:

  • Oferecer momentos de líderes falarem sobre inovação
  • Alinhe o discurso
  • Desafios de inovação
  • Treinar a média gerência para apoiar times inovadores
  • Incentive a inovação
  • Reconheça os inovadores

Sabemos a importância da inovação mas como fazer isso de forma Ágil e estrategicamente direcionada?

Vamos analisar toda cadeia de valor de uma empresa que busca entregar de forma ágil os seus produtos e soluções:

Olhando a imagem percebemos que os times ágeis estão no centro do processo. Ou seja, quem vai entregar no final das contas é o time! É ele quem está recebendo os insumos e efetivamente entregando os resultados. E medir a maturidade ágil da corporação para entender como otimizar o processo é fundamental.

Os problemas que podem surgir

Um dos maiores erros é a morte do trabalho de UX no projeto após as etapas iniciais, onde ele é mais requisitado para criação de protótipos por exemplo. Segundo Don Norman, o processo de desenvolvimento centrado no usuário é um ciclo que se repete infindávelmente com o intuito de alcançar um estado de melhora contínua, em seu livro ele cita “Faça observações de seu público alvo, gere ideias, produza protótipos e teste eles. Repita até que fique satisfeito”. (Design of Everyday Things). 

Além disso o UX ajuda a definir como os produtos e serviços são desenvolvidos. Eles traduzem as necessidades do usuário em necessidades de negócios e as comunicam de forma convincente aos Steakeholders. E o que vem dando certo em times ágeis é a implementação da abordagem do Design Thinking e Design Sprint.

Mas nem tudo são flores, os principais problemas que podem surgir estão relacionados às sprints e gargalos nas validações, que podem acarretar em atrasos ou entregas inúteis. Outros problemas claros são:

  • Insumos desperdiçados
  • Dependências externas
  • Barreiras de tecnologia
  • Prazo e estouro de lead-time
  • Silos entre departamentos e times internos

Os benefícios de ser Ágil com foco na experiência do usuário

Recentemente a Nielsen Norman Group lançou um estudo, fruto de uma pesquisa realizada nos Estados Unidos , Inglaterra, Austrália e Singapura, onde foi analisado uma série de cases, entrevistas e surveys respondidos por mais de 356 profissionais de User Experience. E nesta pesquisa foi constatado que de 2008 para 2016 houve um crescimento de 40% para 69% na adoção de metodologias ágeis por estes profissionais de ux em comparação aos métodos tradicionais de trabalho, sabendo que grande parte usa um modelo híbrido por questões de adaptação organizacional.

Olhando os resultados da pesquisa é notável que os benefícios da agilidade influenciam os profissionais de UX a se integrarem cada vez mais dentro do modelo. Entre os benefícios podemos listar: 

  • Insumos mais rápidos
  • Menos documentação de UX
  • Testes de usabilidade
  • Cross de cenários de testes automatizados com testes reais
  • Insights por Sprint
  • Transparência
  • Iteração
  • Identificação de problemas de forma prévia
  • Entrega rápida
  • Aprendizado rápido
  • Refinamento rápido
  • Resultados mais assertivos

ESCALANDO O AGILE UX PARA REDUZIR O SILOS E OTIMIZAR AS ITERAÇÕES DAS SPRINTS

Por isso a importância de combinar Enterprise Business Agility com abordagens como o Design Thinking, pensando em uma entrega de valor escalável para alcançar um UX Agile efetivo. 

O kickoff para aproveitar ao máximo o UX Agile no discovery e delivery do produto é estabelecer um comitê ou time estratégico. Que nada mais é do que um time que contemple todos envolvidos e comprometidos no processo de melhoria contínua, levando em conta toda empresa e todos departamentos, desde a àrea de negócios até o chão de fábrica. E assim começa o processo de discovery e delivery do produto seguindo os steps abaixo:

DEFINIR O OKR DO COMITÊ.

O OKR (Objectives and Key Results), propagado pelo sucesso de Andy Grove quando presidia a Intel é um modelo muito utilizado no vale do silício e a visibilidade da estratégia é o grande trunfo para orientar o comitê estrategicamente.

  1. Criar uma EVR para tornar isso visível para todos. 

ANALISAR PESSOAS CHAVE PARA FAZER PARTE DO COMITÊ DE IDEAÇÃO.

  1. Times comprometidos: Irá trabalhar com a mão na massa e entregar, pode ser um setor de marketing, desenvolvimento, financeiro ou qualquer outro que crie uma dependência na entrega do produto final ou melhoria.
  2. Steakholders: Estão envolvidos, precisam ajudar no processo de ideação e direcionamento estratégico, mas não farão quaisquer entregas.

ESTABELEÇA A METODOLOGIA DE TRABALHO

  1. Quais cerimônias o grupo acha confortável e produtiva?
  2. Como vai ser funcionar a priorização?

MÉTRICAS DE SUCESSO

  1. Quais são os objetivos e quais métricas podem traduzir sucesso ou aprendizado?

ESTABELEÇA UMA AGENDA DE DESIGN THINKING COM O TIME

  1. Faça o planejamento de horas;
  2. Determine as etapas;
  3. Utilize a EVR para ser o reduto das sessões e encontros com o time de Discovery e Delivery 

OS INSUMOS IRÃO GERAR UM BACKLOG DE ATIVIDADES CHAVE

  1. Priorizar as atividades é primordial
  2. Defina os times responsáveis pelas entregas
  3. Acompanhar visualmente as entregas 

DEFINA UMA AGENDA E MOMENTOS DE ALINHAMENTO COM O OKR

  1. Comemore as vitórias;
  2. Celebre os aprendizados;
  3. Experimente;
  4. Colha feedbacks e volte para o processo de inovação;

CONCLUSÃO

  1. LEAN, UX e ÁGIL são melhores juntos;
  2. Discovery e Delivery para o sucesso do cliente;
  3. Ser ágil com foco no usuário é responsabilidade de todos;
  4. Agile UX podem auxiliar times de TI, RH, MKT e Business;
  5. Reduzir desperdícios e estar alinhados aos objetivos de negócio é essencial para melhores resultados.

Seguindo esses passos fica mais fácil os times de UX ajudarem no processo de inovação e entrega de valor do produto. Visto que elevando a inovação à uma escala de times, poderemos evitar os desperdícios tão comuns entre times e departamentos muitas vezes desnecessários. Profissionais de UX podem então ajudar toda cadeia de valor com suas skills incluindo propagação de técnicas, melhores práticas e ferramentas de UX que podem ser extremamente úteis para os demais times. 

E assim o ciclo de melhoria contínua do produto não para, e o Discovery e Delivery pode aproveitar o melhor da inovação centrada no usuário com times ágeis. 

Gabriel Freitas
Facilitador de Design Thinking Liga Ágil 
UX Designer Sênior Ventron


Fontes:

https://www.nngroup.com/articles/state-ux-agile-development/ 

https://www.nngroup.com/reports/agile-development-user-experience/ 
https://www.scrum.org/resources/nexus-guide 
https://www.designcouncil.org.uk/what-we-do/research/leading-business-design 
https://blog.weekdone.com/how-google-sets-goals-with-okrs-objectives-and-key-results/ 
https://www.gartner.com/en/innovation-strategy/trends/culture-of-innovation

O poder do Kanban para times de criação

Sabemos que hoje o MindSet Ágil está se propagando para áreas além da TI. E é cada vez mais comum áreas como UX, Marketing, Publicidade, Conteúdo e Digital usarem recursos ágeis para desenvolvimento colaborativo de projetos, bem como usar ferramentas visuais para trazer transparência quanto às atividades e fluxo de prioridades. 

E uma das ferramentas mais poderosas é o Kanban, que acaba sendo uma porta de entrada para novos adeptos às metodologias ágeis.

POR QUE O KANBAN É UMA ÓTIMA FORMA DE INICIAR A AGILIDADE COM TIMES CRIATIVOS?

O Kanban é um dos métodos de desenvolvimento de software mais simples de se aplicar, se tornando adaptável a quase qualquer tipo de cultura. Ao contrário de outros métodos como Scrum que forçam uma mudança desde o início na estruturação de um time com papéis específicos, o Kanban busca a evolução do que já está formado. 

ELE POSSUI QUATRO PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS, SÃO ELES:



Comece com o que você tem hoje. O método Kanban propõe uma abordagem evolucionária e incremental. Por mais que você esteja muito insatisfeito com a forma como as coisas são feitas no processo atual, não mude tudo logo no início. Lembre-se Baby-Steps, evoluir pouco, mas de forma contínua. Muitos começam pelo quadro Kanban, mas não fique só nisso. 

Busque mudanças incrementais e evolucionárias. Depois de partir do seu processo atual, busque pequenas mudanças. Formule hipóteses com base na sua observação do comportamento do sistema. Seja curioso e faça experimentos. Sabemos que o volume de trabalho em áreas criativas é sempre alto, por isso encontrar alternativas novas e diferentes fluxos podem favorecer as entregas que possuem mais valor. Mude, teste, avalie e colha feedbacks.


Respeite o processo atual, papéis, responsabilidades e títulos. É provável que na organização em que você está implementando o método Kanban existam cargos e autoridades definidas. Talvez essa estrutura esteja atrapalhando o fluxo, na sua visão. Mas ao mesmo tempo, é também muito provável que boa parte dos processos atuais simplesmente funcione. Por isso é importante respeitar o que já está posto e perseguir a melhoria contínua a partir disso. 

Incentive a liderança em todos os níveis. A cultura kaizen da Toyota significa “melhoria contínua” e é conquistada com a criação de uma cultura na qual as atitudes de liderança são encorajadas e recompensadas em todos os níveis. E a autonomia é uma característica da cultura ágil que pode assustar as pessoas inicialmente, mas é um ponto importante para trazer atitudes de liderança que possam entregar valor real para os projetos. E quando falamos da área de criação, essa autonomia é ainda mais importante por se tratar de nutrir ideias valorosas e que necessitam de diferentes perspectivas para se obter resultados cada vez mais assertivos. 

Os quatro princípios deixam claro que o Kanban não é apenas um sistema para os processos, mas sim um método para impulsionar a melhoria, começando com o processo que você já tem.

SISTEMA PUXADO E A AUTONOMIA CRIATIVA

A grande diferença entre sistema puxado e sistema empurrado é que no primeiro a produção é baseada na demanda e não na capacidade do time. Quando trabalhamos com base na capacidade do time, podemos prever entregas, planejar com mais assertividade e entregar mais. É isso que o sistema puxado promove, liberdade e autonomia para os integrantes do time puxarem suas atividades, seja para se desafiar ou por ter mais facilidade com base nas suas habilidades.
Ex: UX Writer puxando uma tarefa de UI para ajudar a expandir suas habilidades com Prototipagem e Design. Ou um Motion Designer puxando uma tarefa de Estratégia Digital para melhorar suas skills em estratégia e expandir seus conhecimentos.

É uma forma mais democrática de distribuir as tarefas, não impondo a vontade do líder, mesmo que haja horas em que é necessário delegar as atividades de acordo com a estratégia ou urgência do projeto. É claro que tudo isso vai depender da maturidade do time em entender como podem se auto-organizar para entregar o máximo de valor de forma sustentável. 

PRÁTICAS KANBAN PARA COMEÇAR COM SEU TIME DE CRIAÇÃO


Dentro dos elementos que fundamentam o Kanban existem práticas importantes, e David J. Anderson separa 6 delas abaixo: 

WORKFLOW

Visualizar o fluxo de trabalho é uma prática fundamental para que todos saibam como está o andamento do projeto ou das entregas de forma rápida, possibilitando assim a visualização de gargalos e desperdícios, para tomar as ações necessárias. Essa transparência ainda ajuda na colaboração mútua dos integrantes do time e melhora a comunicação. O quadro Kanban pode ser montado de diversas formas dependendo das etapas do processo até a conclusão e finalização das tarefas. Veja abaixo um exemplo de quadro: 

Os quadros físicos são importantes, muitos estudiosos dizem trazer mais resultados por se tratar de promover uma interação face a face. Mas vc pode usar ferramentas digitais como Trello, Jira, Kanbanize e etc…

LIMITANDO O WIP

Times criativos constantemente são cobrados por prazo, isso por se tratar de uma área que recebe demandas de diversos núcleos da empresa, seja da diretoria, cliente, endomarketing, desenvolvimento, marketing e etc… Para evitar os atrasos é importante limitar o WIP(work in progress), que é uma prática extremamente importante para ser transparente quanto a capacidade de entrega do time. Quando os demandantes possuem essa visibilidade fica mais fácil fazer acordos, priorizar demandas conforme a estratégia ou prorrogar prazos para que os trabalhos fluam com mais facilidade.

GERENCIE O FLUXO

Gerenciar o fluxo implica em buscar melhoria contínua. Use o quadro para observar o fluxo das atividades, identificando bloqueios, gargalos, problemas de fluxo e colha métricas que vão te ajudar a traçar um plano de ação que envolva a resolução desses pontos. É importante ter uma figura no time que busque essa melhora contínua e que estará sempre atento quanto a capacidade de entrega do time.

TORNAR AS POLÍTICAS DO PROCESSO EXPLÍCITAS

Entender a capacidade do time é tão importante quanto deixar isso visível. Por isso é interessante deixar essas políticas do processo bem explícitas.

Ex: Quando uma tarefa pode entrar na coluna “To do”? Resposta: Sempre que todas as informações de data, conteúdo, prazo, links de referências, nível de priorização e etc… estiverem preenchidas. Assim todos os envolvidos compreendem qual é o fluxo que o time estabeleceu como processo, e como devem realizar suas solicitações. Desta forma pode-se tirar métricas de melhorias, monitorando por exemplo, a quantidade de entregas ou redução no tempo de entrega de tarefas similares.

IMPLEMENTAR LOOPS DE FEEDBACK

Loops de feedback dentro de um sistema Kanban ajudam a se certificar de entregar o produto esperado com a qualidade certa. Loops de feedback são também uma excelente maneira de minimizar riscos, dado que as decisões são validadas continuamente e os problemas de qualidade são expostos imediatamente. Assim, todos no time podem estar na mesma página quanto às dificuldades e desafios, dando uma visibilidade melhor de onde focar os esforços de melhoria.

É importante o time estabelecer quando deve ser implementado esses momentos de feedback: mensal, quinzenal, sempre em entregas grandes e etc… É um acordo entre o time, e a periodicidade não deve ultrapassar 3 meses para evitar um esquecimento dos pontos levantados. É importante aqui fazer o acompanhamento das mudanças e seus impactos.

USAR MODELOS PARA RECONHECER OPORTUNIDADES DE MELHORIA

Kanban é Kaizen. O Kaizen Institute, fundado por Masaaki Imai para implementar a filosofia, propõe que, para fundamentar uma cultura Kaizen, é necessário persuadir todos os envolvidos e colaborativamente encontrar meios de executar suas tarefas de forma mais eficiente, visando sempre a melhoria contínua. Em times de criação, temos que quebrar os paradigmas de individualismo que podem surgir, buscando promover momentos de reflexão sobre pontos fortes e fracos do processo atual e traçar um plano de ação para melhorar o todo. Existem vários modelos que você pode usar, incluindo: TOC, System thinking.

CONCLUSÃO

O papel dos líderes e gestores de times com essa característica criativa é monitorar e gerenciar este fluxo para chegar a um estágio de entrega de valor real para os clientes internos ou externos. As métricas e a transparência que o Kanban traz como sistema e como metodologia ajudam a defender e blindar os times criativos, promovendo um ambiente mais produtivo e sem desperdícios. Isso porque fica mais fácil priorizar as entregas conforme os objetivos de negócio da empresa gerando valor real. E lembre-se, independente da metodologia, ferramenta ou framework que você escolha para o seu time, o mais importante é entender que:



Pare de começar e comece a terminar. Essa é a principal mensagem do Kanban para o mundo e para os times de criação nos dias de hoje.

#AGILE4ALL #AGILEMARKETING

Fontes: Kanban Maturity Model – Theodora Bozheva & David J. Anderson
Kanban: Mudança Evolucionária de Sucesso Para Seu Negócio de Tecnologia



Gabriel Freitas
Facilitador de Design Thinking Liga Ágil 
UX Designer Sênior Ventron

“Celebrar as Falhas”: É uma coisa boa?

“Celebrar as falhas”: é uma coisa boa?

Depende.

A gestão 3.0 de Jurgen Appelo tem um modelo interessante chamado Celebration GRID. Neste modelo identificamos o que realmente vale celebrar: o aprendizado.

O aprendizado só acontece quando experimentamos novas formas de fazer as coisas. Neste caso, o sucesso e as falhas devem ser celebradas.

Se a falha vem de realizar as mesmas práticas de sempre, não aprendemos quase nada novo. É querer resultados diferentes e melhores fazendo as coisas do mesmo jeito – impossível!

Para criar um ambiente que promova a experimentação e aprendizado, o gestor 3.0 deve garantir às pessoas que existe segurança e comprometimento para falhar. Desta forma, o medo de experimentar é melhor direcionado, desmistificando e removendo barreiras que as pessoas criaram e que na realidade muitas vezes nem existem.

Um ambiente seguro para falhar deve ter 3 passos essenciais:

  1. Tentar novas coisas, na expectativa de que algumas falharão;
  2. Fazer com que a falha sobreviva, porque será comum;
  3. Ter certeza de que você sabe quando você falhou.

As organizações lideradas por gestores 3.0 deixam de gerenciar pessoas e controlar tudo o que fazem por gerenciar todo o sistema. Uma equipe de alto desempenho usa o Pensamento Sistêmico (Systems Thinking) para entender o panorama geral e otimizar todo o sistema, em vez de apenas componentes individuais. Esse mindset naturalmente cria um ambiente em que experimentar e falhar é encarado como processo de aprendizado e melhoria.

Sim! Vamos celebrar as falhas. Mas aquelas que foram geradas por experimentação e não falhas geradas pelos mesmos processos e modelos.

Gostou da matéria? Quer aprender mais sobre agilidade? Veja a nossa agenda de treinamentos! 

Sistema de recompensas, funciona?

MERIT MONEY COMO PLATAFORMA DE ENGAJAMENTO DE PESSOAS

Todos os dias pensamos em como tornar o ambiente cada vez melhor para as pessoas que literalmente fazem a coisa acontecer. Reter talentos, motivar, engajar e manter alto o nível de felicidade é um grande desafio.

A abordagem de gestão moderna (como Management 3.0), que se concentra em gerenciar o sistema para que seja eficiente e habilite as pessoas a realizar melhor o seu trabalho, possui diversos recursos e iniciativas que ajudam nestes desafios. 

merit money sem dúvida é um dos mais interessantes deles. Basicamente, o propósito do merit money é criar um sistema onde as pessoas possam livremente reconhecer e recompensar seus pares com feedbacks sobre pequenas ações do dia a dia.
Diferente do modelo tradicional de recompensa, onde algumas pessoas são selecionadas para serem recompensadas pelos níveis superiores em longos ciclos de feedback, fazendo com que uma iniciativa aparentemente boa, pareça ruim e injusta, o merit money cria um sistema orgânico que vai se ajustando e inovando, evoluindo com as contribuições das próprias pessoas. 

Como funciona a plataforma VentronCoin?

Na Ventron, todo primeiro dia útil do mês cada pessoa recebe uma quantidade de coins (atualmente estamos com 5 coins por pessoa). Estas coins (chamamos de coins azuis) não podem ser utilizadas, podem apenas ser doadas. Se a pessoa não doar para outra até o fim do mês, ela automaticamente perde as coins. Todas as demais iniciativas dos times são recompensadas com Coins. 

As coins que a pessoa recebe dos seus pares, estas podem ser utilizadas ou trocadas. Temos uma Lojinha virtual com vários produtos para a pessoa trocar, de spinners, bolinhas e voucher do Outback até passeio de balão.

Princípios importantes no processo de recompensa:

  1. Usar o elemento surpresa;
  2. Mais colaboração, e menos competição;
  3. O feedback como a principal medida de desempenho;
  4. Melhorar o sistema de recompensa criativamente;
  5. Recompensa como fonte de motivação intrínseca.


E como sabemos, o engajamento e a potencialização das pessoas é parte fundamental para uma implementação segura e sustentável da transformação ágil corporativa. Implemente e encoraje seus times neste processo empolgante, onde a retribuição é contínua, consistente e extremamente eficaz. Ganhe, troque e se divirta!
Confira nossos treinamentos In-Company.

Um Roadmap de Implementação DevSecOps

DevOps não é um tema novo. Os desafios para a implementação também não. Porém, os ganhos que obtemos com uma implementação valem o esforço. Os ganhos são ainda maiores quando incluímos todas as competências de um modelo de alto nível para um processo realmente DevOps. 


DevOps não se trata apenas de tecnologia e ferramentas de automação. 
DevOps é uma mentalidade cultural que valoriza a melhoria contínua, com foco em processos e práticas que permitem que equipes multifuncionais forneçam software de qualidade com eficiência e rapidez.
É uma forma totalmente nova de pensar a cadeia de valor. Neste cenário, o cliente está na mesma mesa e software e infra se convergem a cada dia para se tornarem algo único. Não dá pra pensar o software sem infra, o DEV sem o OPS.

Adicionamos a esse novo cenário os processos de segurança que também estão deixando de ser opcionais e se tornando componente obrigatório, por isso o DevOps passa a ser DevSecOps. 

Separamos aqui 37 competências de uma estratégia DevOps Agil e um Roadmap de implementação orientado por estas competências, que são agrupadas em 4 pilares:

  • CULTURA: Alinhamento organizacional, liderança eficiente, aprendizado contínuo.
  • PESSOAS: Mais colaboração, compartilhamento de objetivos e metas, foco na melhoria contínua
  • PROCESSOS: Eliminar desperdícios, aumentar a eficiência, agilizar feedback
  • FERRAMENTAS: Realçar produtividade, habilitar colaboração, facilitar a experimentação.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS?

  • Respostas mais rápidas ao Time to Market e a capacidade de inovar
  • Soluções de alta qualidade através da automação
  • Maximizar o investimento em TI com ROI mais rápido
  • Maior satisfação do cliente por meio de feedback contínuo
  • Maior engajamento dos funcionários, permitindo maior impacto no cliente

O DevOps está possibilitando a próxima geração de software ágil, promovendo uma cultura que enfatiza as pessoas, processos e práticas para maximizar a velocidade, a eficiência e a qualidade da entrega de software com uma mentalidade de primeiro cliente.

A Estratégia de implementação do DevOps é uma estrutura que fornece um plano acionável para ajudar as organizações a navegar com êxito em sua jornada de DevOps. 

MEDIÇÃO E DEVOPS IMPROVEMENT

O DevOps Health Radar permite que as equipes avaliem continuamente como estão progredindo com os principais recursos e competências DevOps e refinem continuamente seu plano de implementação e sustentação. Cada uma das 37 competências são exploradas e medidas para uma estratégia de melhoria contínua.

Inscreva-se para o evento Agile Leaders Meeting, o Fernando Campos da Flytour irá palestrar sobre esse tema dia 28 de Maio.

Confira a agenda dos nossos treinamentos

Metodologias Ágeis: O que são e quais os principais tipos

Como desenvolver um produto da área de TI? Enquanto algumas empresas apostam em um modelo tradicional, outras acreditam que as metodologias ágeis apresentam uma capacidade maior de proporcionar soluções para atender as necessidades do usuário. Mas afinal, quais são os princípios que norteiam uma metodologia ágil? Quais são as mais conhecidas e utilizadas pelo mercado?

Se você também tem essas dúvidas, o post de hoje vai esclarecê-las. Vamos explicar o conceito e abordar três metodologias que têm conquistado espaço no mercado: Lean, Kanban e Scrum. Confira!

O conceito de Metodologia Ágil

Para explicar o que são metodologias ágeis, primeiro é importante falarmos um pouco sobre a abordagem tradicional para o desenvolvimento em TI.

Durante muito tempo, o desenvolvimento de softwares foi pautado pelas metodologias tradicionais, também chamadas de pesadas ou orientadas à documentação.

Nesse modelo, o produto final era completamente planejado e documentado antes de sua execução e implementação, não havia alterações ao longo desse processo e a entrega era feita quando todas as especificações tinham sido cumpridas.

Hoje, no entanto, a adoção de metodologias ágeis está crescendo. Elas se contrapõem ao conceito anterior quando defendem o planejamento adaptativo, times auto-organizados e multidisciplinares, melhoria contínua e desenvolvimento evolucionário.

Não podemos negar que o modelo tradicional ainda predomina em muitas organizações. Porém, as metodologias ágeis — ou simplesmente Agile — trazem algumas vantagens importantes, como você pode verificar:

reduz o prazo de desenvolvimento para meses ou semanas, diferentemente da tradicional, que pode ter um período longo e durar até anos; software é construído e entregue em “pedaços” que correspondem a subconjuntos de funcionalidades completas; projeto passa por modificações e aperfeiçoamentos ao longo do desenvolvimento; trabalho é executado por uma equipe pequena e multidisciplinar, formada por poucos membros de alto nível técnico; cliente colabora nas diferentes etapas;

Feedback Constante.

Os principais resultados do Agile são aumento da qualidade, possibilidade de customização, previsão de cronograma e custos, mitigação de riscos, evolução do software conforme a demanda do cliente, entre outros benefícios.

O sucesso é tão significativo que os princípios do Agile são adaptados e aplicados a outras áreas, como gestão e desenvolvimento de produtos de modo geral. Isso mostra que vale a pena conhecer os principais tipos de métodos ágeis.

Principais tipos de Metodologias Ágeis

Vamos conhecer os três tipos de metodologias ágeis mais usadas no mercado: Lean, Kanban e Scrum. Confira os fundamentos e principais características de cada uma delas.

LEAN

Vamos falar primeiro do Lean pois, segundo especialistas, ele não pode ser considerado simplesmente como uma metodologia ágil. Seria mais preciso classificá-lo como uma filosofia que foi aplicada na construção de metodologias como o Agile e o Kanban.

O pensamento Lean é focado na redução de sete tipos de desperdício: superprodução, tempo de espera, excesso de processamento, transporte, inventário, movimento e defeitos.

Ele utiliza 7 pilares para “enxugar” os projetos, melhorar processos e entregar o essencial:

  1. Eliminação do desperdício;
  2. Fortalecimento do time;
  3. Rapidez na entrega;
  4. Otimização do todo;
  5. Construção da qualidade;
  6. Adiamento de decisões;
  7. Amplificação do conhecimento.

KANBAN

Descendente do pensamento Lean, esse método para gestão do trabalho facilita a visualização das atividades e ajuda a equilibrar a demanda e capacidade de entrega.

Trata-se de um quadro dividido em colunas que representam etapas da execução de tarefas: “a fazer”, “em execução” e “pronto”. As atividades são escritas em cartões posicionados em cada uma dessas colunas, de acordo com seu status atual.

Além de definir etapas, o Kanban determina um limite de tarefas que podem ser alocadas na coluna “em andamento” ou “em execução” de cada vez. Isso garante que não haja um excesso de atividades travadas nesta etapa e que será preciso concluir as atuais para prosseguir o fluxo.

O objetivo do sistema Kanban é reduzir o desperdício (inclusive de tempo) e evitar repetições desnecessárias, além de encurtar ciclos de entrega e feedback. Com ele, muitas empresas conseguem entregar o software ao cliente no menor tempo possível.

SCRUM

Atualmente, o Scrum é o método ágil mais utilizado para a gestão de projetos em geral. A facilidade para integrá-lo a outros métodos ágeis contribui para sua popularização, o que tem beneficiado muitos negócios.

Na prática o Scrum funciona da seguinte forma:

PLANEJAMENTO É iterativo e incremental. Isso que significa que o projeto passa por tentativas sucessivas de refinamento (iteratividade) e é entregue em pedaços (incrementos) ou subconjuntos de funcionalidades.

No entanto, desde o início do projeto, a equipe já tem uma lista das funcionalidades a serem desenvolvidas. Ela é chamada de Product Backlog.

Sprints

O Product Backlog precisa ser desdobrado em diferentes etapas, com um espaço de tempo estipulado entre duas a quatro semanas. Essas fases são chamadas de Sprints, e são o principal conceito do método Scrum.

Nos Sprints, os desenvolvedores têm que encontrar os requisitos básicos que precisam implementar naquela etapa e as orientações para sua execução. Também é importante estabelecer metas para impor um bom ritmo às execuções.

Para isso, cada Sprint começa com uma reunião. Nesse Sprint Planning a equipe precisa tratar do que e como será feito. Portanto, eles estabelecem os objetivos da etapa e distribuem as atividades que os membros do time cumprirão no prazo definido.

Daily SCRUM

São os eventos diários que reúnem todos os profissionais envolvidos no projeto para analisar os progressos e dificuldades do grupo. É também a melhor ocasião para identificar e solucionar problemas.

Neste momento, muitas empresas combinam o Scrum com o Kanban e utilizam o quadro justamente para identificar as tarefas a fazer, as que estão em andamento e as concluídas.

Desta forma, elas conseguem visualizar com facilidade se o fluxo de produção está adequado ao prazo estabelecido ou se é necessário buscar alternativas para acelerá-lo.

A proposta é que o Daily Scrum seja rápido e avalie o andamento do Sprint a partir das seguintes questões:

O que foi feito no dia anterior? O que será realizado hoje? Quais foram as dificuldades encontradas para avançar com o projeto?

Portanto, o Daily Scrum é fundamental para garantir a qualidade e avaliar a velocidade do projeto ao longo de toda a sua execução. Ele permite que não haja surpresas ao final do período proposto.

Sprint Review

O Sprint Review acontece para encerrar o Sprint, ao final do prazo previsto para o projeto (duas a quatro semanas). A equipe avalia e alinha a entrega que foi realizada e começa a planejar a próxima etapa.

Portanto, é desta forma que os projetos são realizados por meio do Scrum. A equipe trabalha etapa por etapa (ou Sprint por Sprint) até que o produto final esteja completamente pronto.

No caso do desenvolvimento de software, o Scrum adota alguns princípios básicos:

foco maior nos indivíduos e interação e menor nos processos e ferramentas; o funcionamento do software é mais importante que a documentação; a colaboração com o cliente tem mais valor que contratos e negociações; a capacidade de responder às mudanças é mais importante que o cumprimento fiel do planejamento.

Entendeu o que são metodologias ágeis e quais são os princípios das mais usadas no mercado? Gostou do post e quer ter acesso a outras novidades? Então não perca a oportunidade de receber a nossa newsletter em primeira mão. Para isso, cadastre o seu e-mail e inscreva-se agora mesmo!

Retrospectiva Estratégica

Quem pratica métodos ágeis conhece bem o valor das retrospectivas. Elas ajudam as equipes de alta performance e gerenciáveis a identificar formas ainda melhores de realizar os deveres da próxima vez. Nós chamamos essas retrospectivas de Retrospectivas Táticas.

O que são Retrospectivas Estratégicas?

A Retrospectiva Estratégica é uma poderosa ferramenta que ajuda o time a fazer um mergulho profundo que enfoca as principais áreas que afetam o desempenho da equipe e a sua “saúde” ágil. O objetivo é ajudar as equipes e organizações a potencializar uma mentalidade de “crescimento” em que a equipe e os líderes avaliam continuamente como estão indo, desenvolvem um plano de melhoria contínua e reavaliam novamente a cada trimestre.

Essa retrospectiva realiza um assessment profundo na equipe utilizando questões de análise baseada nos princípios e fundamentos ágeis. Alguns as vezes ficam em dúvida sobre esse modelo de “avaliação”, pois entendem que essa análise deve incluir os indicadores de performance da equipe. 

Os números não avaliam as pessoas, mas sim faz apenas uma análise tática de acompanhamento. A retrospectiva estratégica e esse modelo de assessment olha de perto para cada indivíduo e seu comportamento. Compreende a “personalidade” da equipe e os impedimentos para se tornarem ainda melhores e traz à mesa questões vitais para a maturidade e estabilidade da Equipe.

O resultado é incrível! Utilizando a plataforma da Agility Health somos capazes de tangibilizar tudo isso em um radar de maturidade que orienta a evolução e estabilização da Equipe. ![](http://

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Agile Talent & RH

Estamos felizes em trazer mais um novo radar da Agility Health, que se concentra em como o departamento de RH impulsiona a agilidade dentro de uma organização.

Acreditamos que essa competência dentro de uma organização é um dos componentes mais críticos de uma transformação Ágil. Não importa qual framework Ágil você defenda, um tema comum tem que ser visto e focado. E esse é o aspecto pessoal do Ágil – pessoas, equipes, liderança, cultura, mudança, etc. – é o componente necessário para garantir a saúde Ágil dos times e da organização.

ESSE RADAR DIVIDE AS COMPETÊNCIAS EM 5 DIMENSÕES:

  • Design da Organização
  • Aquisição de Talentos
  • Performance
  • Desenvolvimento & Aprendizado
  • RH Ágil

DESENHO ORGANIZACIONAL


O desenho organizacional mede como sua organização se estruturou em torno de equipes colaborativas, equipes de equipes e portfólios, além de criar papéis específicos ágeis nas estruturas, como por exemplo: scrum master, product owner, etc. Além disso, como essas estruturas são suportadas por uma equipe de liderança que suporta uma mentalidade Lean-Agile. 

AQUISIÇÃO DE TALENTOS


Já essa dimensão mede como a sua organização obtém e cria uma experiência de candidato vencedora por meio de técnicas inovadoras de terceirização. E faz isso com programas de integração eficazes, que incorporam a cultura da organização. 

DESEMPENHO EFETIVO

O desempenho efetivo serve para mensurar como sua organização se move de medição de desempenho individual para baseada em equipe, que valoriza o feedback consistente com base nos resultados e nos principais resultados. Para incorporar uma cultura de alto desempenho, o radar também mede como motivar e recompensar os trabalhadores do conhecimento.

APRENDIZADO & DESENVOLVIMENTO

Essa dimensão mede como sua organização se move para uma organização que aprende, adotando uma mentalidade de crescimento e utilizando várias modalidades de instrução para que os funcionários aprendam em um ambiente seguro. 

AGILE RH

Já essa dimensão mede como o departamento de RH permite o Ágil em toda a organização. Ao mesmo tempo, incorpora práticas ágeis em seu próprio modelo de prestação de serviços para atender seus clientes em um ritmo mais rápido com serviços e ferramentas de valor agregado. 

CONFIRA A AGENDA DO AGILE FUNDAMENTALS FOR LEADERS E APRENDA COMO SE TORNAR UM LÍDER ÁGIL

As 4 dimensões vitais de um Líder Ágil

Mais uma ferramenta para Líderes impulsionarem a transformação ágil. 

A liderança ágil é um dos principais fatores que contribuem para a transformação ágil. As habilidades necessárias para ser um líder ágil de impacto podem ser difíceis de medir. Por isso, o radar Agile Leader dentro da plataforma AgilityHealth de medição e crescimento contínuo é bem interessante.

O poder do Líder

Seja um executivo, gerente intermediário ou líder de equipe, os líderes precisam entender seu poder de influenciar e moldar o futuro da sua organização. As 4 dimensões (18 Competências) medidas no Radar Agile Leaders faz parte do treinamento da Liga Agil – Agile for Leaders e do radar de medição para Agile Leaders.

  • Visão e Estratégia
  • Liderando a Execução
  • Entregando Valor
  • Comportamentos de Liderança

VISÃO E ESTRATÉGIA


Espera-se que os líderes ágeis sejam visionários e pensadores estratégicos. Enquanto eles deixam a execução tática para suas equipes, eles precisam ser capazes de pensar fora da caixa e articular sua visão e estratégia para as equipes. Ao comunicar a visão, o líder ágil descreve os resultados de negócios e as medidas para o sucesso, de modo que todos aqueles que trabalharão em direção a uma solução entenderão os resultados finais desejados. 

Criar e comunicar essa visão compartilhada permitirá que o grupo entenda claramente o que é esperado e tenha alguma flexibilidade na criação de uma solução e na articulação quando necessário para alcançar os resultados desejados.

EXECUÇÃO LÍDER


Um líder ágil executa sua liderança usando os princípios e a mentalidade ágil. O líder ágil reconhece os benefícios da diversidade de conjuntos de habilidades e colaboração que ocorrem em equipes multifuncionais. O líder ajuda a fornecer orientação e respostas para garantir que haja clara priorização e concordância de quando o trabalho é feito com critérios de aceitação claros. O líder também fornece um ambiente que promove foco e envolvimento transparente. 

VALOR ENTREGUE

Como um líder ágil, o valor fornecido é o de capacitar e inspirar uma equipe a entregar valor de acordo com as reais necessidades dos clientes. Ele busca formar novos líderes, seguindo a máxima : “Dê um peixe a um homem e você o alimentará por um dia. Ensine um homem a pescar e você o alimentará por toda a vida.”. O líder não faz a pesca, mas fornece orientação para ajudar a equipe a não só pescar, mas também descobrir novas abordagens inovadoras para capturar, entregar e preparar o peixe. 

Ao concentrar-se no cliente e na satisfação geral do cliente, removendo obstáculos, construindo equipes fortes e pessoas em desenvolvimento, o líder ágil garantirá que a organização como um todo esteja gerando valor. 

COMPORTAMENTOS DE LIDERANÇA

O líder ágil, por fim, exemplifica as fortes habilidades de liderança ao conduzir o time. Um líder forte e ágil modela a cultura que é promovida, permite autonomia, busca ativamente feedback e é adaptável às necessidades das pessoas e da organização. Um líder ágil fornece um ambiente que incentiva a transparência e permite a segurança psicológica das pessoas para falar sobre como elas realmente se sentem. O líder ágil ouve e pode ser contado para agir da maneira que proporciona confiança e respeito em toda a organização. 

CONFIRA A AGENDA DO AGILE FUNDAMENTALS FOR LEADERS E APRENDA COMO SE TORNAR UM LÍDER ÁGIL

O Papel do RH nas Organizações Ágeis

No último ano, o tema destaque nas comunidades ágeis foi o movimento nas áreas não TI dentro do contexto da agilidade e, uma das áreas que mais contribuiu no tema foi a área de RH. Foi muito interessante ver como especialistas em RH se aproximaram do ecossistema ágil, a fim de entender qual é o papel do RH nesta nova abordagem de pensamento e gestão.



De fato, nossa experiência nos mostra que quando a organização está passando pelo processo de transformação ágil, o envolvimento do RH é fundamental e imprescindível. 

Se fizermos uma análise com base no modelo EBA (enterprise business agility), para a transformação ágil é fortemente recomendado que o RH reexamine a maneira que apoia e suporta as pessoas e organização. 

Objetivos do RH neste processo:

  • Torne-se um facilitador para equipes e departamentos que se movem para o Agile.
  • Engajar-se no projeto de transformação Agile com executivos.
  • Atrair e reter Agilistas qualificados.
  • Crie uma cultura e um ambiente que permitam agilidade.
  • Crie descrições de trabalho que solicitem experiência ágil e apoiem o ajuste cultural correto.
  • Adicione incentivos e recompensas baseados em equipe.
  • Fornecer treinamento e educação para sustentar a transformação do Agile. 

Quatro competências muito importantes no modelo que o RH deve apoiar:

  • Manager Transition (apoiar o nível gerencial na transição de papel dentro da organização).

  • Gestão e Aquisição de Talentos.

  • Desenvolver e apoiar agentes de transformação.

  • Ciclos curtos de feedbacks. 

Em nossa opinião, existe um equivoco conceitual quando se fala de RH ágil que é tentar forçar práticas ágeis no RH sem considerar o propósito do RH nas organizações, muito intrinsecamente relacionado a cultura organizacional. Acreditamos que o caminho é levar o RH para o ágil e não o ágil para o RH – o RH não precisa de “time kanban”, o “time kanban” que precisa do RH. 

De maneira prática, só pra citar um exemplo, o RH pode orientar o Agile Master em suas atribuições que envolvem as pessoas, como as questões interpessoais, a saúde e felicidade do time. O RH pode ser consultor, mentor, coach desse profissional, dando a ele ferramentas para exercer bem o seu papel. Quando a questão for pessoas, o RH passa a ser conselheiro e apoiador. 
Uma outra possibilidade é o RH se inserir nas retrospectivas para desenvolver novas ferramentas de melhoria continua junto com os times. 

O RH também pode ajudar a construir e apoiar as pessoas a terem uma rede colaborativa com transparência, adaptação, inspiração, a terem engajamento, com motivação intrínseca. 

Ajudar desenvolver Competências ou Softskills: 

  • Auto Organização
  • Colaboração
  • Felicidade
  • Empatia
  • Workspace
  • Confiança
  • Respeito 

    Enfim, acreditamos muito na força do RH no papel de transformação da cultura dos times ágeis.

Lançamento EBA 2.0

O principal objetivo do Enterprise Business Agility Model é dar aos executivos, gestores e líderes uma visão única de todos os aspectos envolvidos em uma transformação ágil real, em âmbito organizacional, focado em times ou individual. 

QUAL A VANTAGEM DESTE MODELO?

A vantagem deste modelo é que não se trata de um framework. Por isso, cada organização pode avaliar cada pilar de uma perspectiva real e prática que se adeque à sua realidade sem distorcer os principais valores e princípios que fazem da agilidade o futuro das organizações.

Os pilares do modelo dão uma visão holística da organização. Olhar o todo é a chave para uma transformação de sucesso.

O modelo não é mais um framework ou uma nova forma de fazer as coisas, pelo contrário, ele abrange técnicas modernas de gestão e referências a frameworks reconhecidos como SCRUM, KANBAN, SAFe, LESS, outros.

QUAIS MUDANÇAS TIVEMOS DO 1.0 PARA O 2.0?

Basicamente a mudança que tivemos da versão 1.0 para 2.0 foi a consolidação de 4 áreas por pilar para 3 áreas. Os principais componentes foram mantidos ou mudaram de área. As mudanças mais significativas foram, a inclusão do Pilar Agile Metrics, que orienta o papel das métricas na gestão ágil e também, uma abordagem de Assessment mais profunda, seguindo o modelo de Retrospectiva Estratégica de Equipes, avaliando cada competência com o seguinte método:


Enquanto não olharmos para a organização como um todo, os ganhos da agilidade ficarão no superficial. Para uma transformação de sucesso é preciso:

  • Olhar para todo fluxo de cadeia de valor, indistintamente da area organizacional.
  • Colocar o cliente na mesma mesa
  • Estabelecer modernas técnicas de RH – A transformação começa com as pessoas, em especial lideres e gerentes.
  • Um sponsor de coragem e determinação 

Agil e Além

SOBRE O EVENTO AGILE BRAZIL 2018

Durante o período de 03 a 05 de outubro, aconteceu a conferência nacional Agile Brazil promovido pela Agile Alliance, em Campinas/SP.

O evento foi estruturado com varias trilhas apresentadas aos quase 1.000 participantes entre workshops, apresentação de sessões e discussões e open spaces distribuídos no local.

NOSSO STAND

Foi uma experiência incrível compartilhar vivencias, conhecimento e consolidar muito, mas muito networking com os agilistas e entusiastas da agilidade no Brasil, especialmente sobre o movimento lançado pela Liga Agil #agil4all quebrando barreiras e ultrapassando as fronteiras de TI, com muita exposição e distribuição de materiais e brindes em nosso stand. 


Além disto, fomos recebidos – e muitas vezes até esperados – com muita expectativa pelos participantes que se interessaram muito pelas possibilidades dos radares da agilidade que podem ser utilizados em nível empresarial, por time e até individualmente, evidenciando níveis de maturidade e apoiando no plano de ação para o Kaizen. A plataforma da Agility Health é usada mundialmente e a Liga Agil é homologada com profissionais certificados para apoiarem as estratégias das organizações. 

FUTURO DA AGILIDADE

Ainda no evento tivemos a grata satisfação de participar no painel Futuro da Agilidade com nosso CTO Alex Salino que despertou a atenção da plateia ao abordar temas relacionados a educação, formação e capacitação profissional, destacando a nossa responsabilidade e compromisso com a Sociedade, enquanto educadores e empresários. 


UFA! QUANTO CONTEÚDO RICO!

Com certeza ninguém saiu do evento da mesma forma que entrou. 
Mas nao poderíamos esperar algo diferente, afinal nossa essência é esta mesmo – somos agentes de transformação.

Agile Brazil 2018 – Notas de um Agilista!

De 03 a 05 de outubro em Campinas-SP, mas precisamente no Expo Dom Pedro, aconteceu mais uma edição do Agile Brazil e nós da Liga Ágil tivemos o prazer de patrocinar esse evento incrivel e de muito networking.

SOBRE O EVENTO

O CONTÉUDO DO EVENTO FOI DIVIDIDO EM CINCO GRANDES GRUPOS.

As palestras, onde os palestrantes apresentavam temas que iam desde a apresentação de cases, temas técnicos, até o futuro da agilidade. Nos palcos principais sempre falavam os Keynotes, que visavam o compartilhamentos de experiências. Havia também o que era chamado de Mão na massa, nesse caso o contéudo não era só apresentado e falado, o contéudo era mostrado de maneira prática através de workshops e dinamicas. De encontro com a quebra de paradigmas que a agilidade trás pras nossas vidas podiamos participar do quarto grupo, Você está certo disso? Os temas desse grupo em especifico eram questionadores, e fazia com que os participantes sempre saissem com aquela pulga atrás da orelha.

Por último mas não menos importante tinhamos os Paineis onde a comunidade participava elaborando perguntas sobre os temas propostos e os escolhidos para compor o Painel respondiam e acrescentavam toda sua experiencia ao tema. Sem esquercer é claro dos tão importantes Open Spaces, onde as pessoas se organizavam em espaços espalhados pelo evento para compartilhar conhecimento, discutir um tema, e até mesmo apresentar pequenas talks sobre agilidade, além desse espaço, tinhamos o Mentoring Corner, com timebox de 25 minutos dedicados para fazer ou receber mentoria de alguém da propria comunidade sobre determinado assunto.

Liga Ágil participando de um Open Space

STANDS

Também espalhados pelo evento tinhamos os stands dos patrocinadores, todos com muito contéudo e que atrairam a atenção do publico como um todo.

KEYNOTES!

Os keynotes deram um show à parte, iniciamos o evento já com a incrivel Esther Derby, mostrando como a empatia é essencial em qualquer processo de mudança, também nos deu um panorama muito interessante de toda sua experiencia e bagagem que adquiriu ajudando times e emprestas a projetar seu ambiente, cultura e principalmente a dinâmica humana que é a base de qualquer mudança.

No segundo dia na parte da manhã Henrique Imbertti Jr. Que hoje lidera um time de agile coaches no Magazine Luiza. Ele começou apresentando o case brasileiro de um centro de reintegração social, e fez um ponte magnifica com as organizações. Além disso compartilhou sua experiencia sobre a epoca que trabalhou no Spotify.

Na parte da tarde tivemos o Keynote fora da caixa, que trouxe um olhar diferenciado sobre a nossa sociedade para o evento, a ativista independente, Neon Cunha, que trouxe para o evento uma talk que falava sobre a diversidade e preconceito, e fez todos sairem pensativos do palco principal.

No ultimo dia quem preencheu o palco principal foi o ilustrissimo Dave Snowden, com uma palestra maravilhosa sobre agilidade, ele mostrou que antes de mais nada nós agilistas temos que continuar sempre estudando e buscando o conhecimento, em uma talk acida e cheia de ironia ele pra mim foi de longe o grande destaque do evento, apertando exatamente onde o calo doi, fez o publico ir do riso com seu incrivel senso de humor para aquela “reposicionada” na cadeira procurando o conforto novamente depois de perceber que de fato nenhuma verdade é absoluta. Olhando o pessoal esvaziando a sala principal do evento, e indo embora, via no rosto e nos olhos de todos aquele sentimento de dever cumprido, e que venha o Agile Brazil 2019!

Vitor Silva, Analista Desenvolvedor, Scrum master e Pai, Ventron

Lean Portfólio Management

O Pensamento Ágil é de longe a forma mais eficiente de construir e manter software. Métodos ágeis são a melhor solução para essa indústria que sofre com um dilema persistente: como tangibilizar uma idéia ou necessidade de negócio que está na cabeça das pessoas em códigos de programação e interfaces gráficas de software que sejam exatamente o que se imaginava. 

O desafio hoje é aproximar mais as áreas de negócio neste modelo dentro de TI. De fato, percebemos claramente que a agilidade fica comprometida quando não temos o envolvimento e comprometimento de todos com o modelo.

Infelizmente, ainda existe um grande vale entre essas áreas e um pensamento de blindagem e auto proteção, ou seja, a TI, por exemplo, precisa se cercar de vários mecanismos para garantir que seu trabalho não seja exposto de forma negativa. O resultado? Lentidão, burocracia, Hands-Off (uma demora gigante entre um departamento e outro, entre uma iniciativa e outra, entre a ideia e o que realmente importa – o produto em produção, na mão do cliente). 

Acreditamos que a chave está na Jornada de Transformação Ágil, envolvendo todos na cadeia de valor, inclusive o cliente que deve estar no centro de tudo. 

Normalmente iniciamos por dois pilares do framework EBA Enterprise Businesss Agility:

Customer Seat at the Table

Lean Portfolio Mananagement

Vamos falar sobre Lean Portfólio Management

O Lean Portfolio Management aplica o pensamento enxuto (Lean Thinking) ao gerenciamento de portfólios da empresas, programas e produtos para fornecer um fluxo rápido e flexível de trabalho de alto valor. Essa abordagem se concentra em entregar o trabalho de maior valor primeiro, limitando o trabalho em andamento, as interrupções, e principalmente alinhando o trabalho aos resultados pretendidos da organização e à capacidade real de entrega da equipe.


O alinhamento e a obtenção de resultados de negócios, é prioridade do Lean Portfolio Management, concentrando-se no trabalho e nos resultados finais. É uma abordagem baseada em resultados que incorporam o planejamento adaptativo em incrementos trimestrais ou menores, alta visibilidade, alinhamento, inspeção e validação de resultados reais. 

Princípios do Gerenciamento de Portfolio Lean

  • Concentre-se na entrega rápida e frequente do valor do cliente
  • Mudar de tático para estratégico
  • Empurre a tomada de decisão para o nível apropriado
  • Meça e alinhe o orçamento e os esforços com base nos resultados
  • Planeje face a face com artefatos visuais significativos
  • Planeje uma cadência apropriada ao nível de planejamento
  • Limite o trabalho em andamento e alinhe à capacidade
  • Mantenha lotes pequenos e entregue de forma incremental
  • Inspecione e adapte em intervalos regulares

Saiba mais sobre a nossa abordagem Enterprise Business Agility.

Agile4All

O objetivo do #Agile4all é sintetizar a ideia do manifesto ágil e torna-lo aplicável em qualquer ambiente.

Não é uma reescrita ou nova proposta mas sim uma releitura para conectar e engajar todas as áreas, indivíduos e organizações.

Manifesto: “Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas”

POTENCIALIZE AS PESSOAS

Manifesto: “Software em funcionamento mais que documentação abrangente”

ENTREGUE VALOR CONTINUAMENTE

Manifesto: “Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos”

COLOQUE O CLIENTE NA MESMA MESA

Manifesto: “Responder a mudanças mais que seguir um plano”

APRENDA E REAJA RÁPIDO

O Enterprise Business Agility reune as melhores práticas de gestão e abordagem Lean que são direcionadas por esses 4 pilares da agilidade (https://ligaagil.com.br/enterprise-business-agility)

EVR | Enterprise Visibility Room

Gestão Visual

Dar visibilidade aos objetivos estratégicos e ações é fundamental para apoiar a tomada de decisão, além de potencializar o engajamento de todos no processos.

A ideia de uma “Sala de Visibilidade” ou EVR (Enterprise Visibility Room) é sugerida pelo EBA no pilar Lean Portfolio Management. Gestão Lean de Portfolio consiste basicamente de um modelo de seleção de projetos e demandas alinhado com os objetivos de negócio e a real capacidade dos times de entregar o valor esperado. Por isso, dar visibilidade dos objetivos estratégicos é tão relevante.

Objectives Key Results

Cada projeto no portfolio corporativo deve cruzar de alguma forma com os objetivos corporativos identificando os ganhos esperados para atingir as metas e resultados atrelados a cada objetivo. Queremos com isso dar “claridade” sobre para onde a empresa está indo, por qual caminho devemos andar e, principalmente, qual o propósito de tudo que fazemos.

Você pode usar diversas ferramentas para estabelecer objetivos e metas. Tenho utilizado com excelentes resultados o OKR (Objectives and Key Results). Este método foi criado por Andy Grove da INTEL em 1970 e foi popularizado por John Doerr, que trabalhou na INTEL e foi um dos “early investor” no Google.

Hoje, o OKR é considerado um framework Agil para estabelecer objetivos e metas adotado por várias empresas do Silicon Valley, incluindo Google, Spotify, Netflix e muitas outras.

Uma referência legal é o Felipe Castro que tem trabalhado fortemente com OKR em várias empresas dentro e fora do Brasil – Felipe Castro

Enterprise Business Agility

Por muito tempo a área de desenvolvimento de software vem praticando modelos ágeis de desenvolvimento com excelentes resultados, com modelos baseados no tradicional método Kanban, metodologia SCRUM, XP e muitas outras.

A eficiência é tão significativa que o tema Agilidade é agora item importante na pauta dos executivos das empresas. A novidade é que o grande entusiamo pelo tema vem dos executivos e gestores fora de TI. Em parte, esse movimento tem sido impulsionado por outro importante item da pauta, a Transformação Digital. Já é unânime a ideia de que é impossível inovar e transformar sem ser Ágil.

Muitos então se perguntam: é possível que o Pensamento Ágil possa ser aplicado em outras áreas da organização, fora de TI? Sem dúvida que SIM!

Quais são alguns dos principais desafios que buscamos resolver?

  • Resposta Lenta ao “Time to Market”
  • Silos e Hand-Off
  • Processos inflexíveis
  • Gap entre Demanda e Capacity
  • Muitas Iniciativas, sem foco
  • Medo de Errar
  • Equipes com foco na Tecnologia e não no Cliente
  • Alto nível de especialização entre pessoas e áreas (Pensamento “Essa tarefa não é minha”)
  • Falta de automação
  • Estimativas Irrealistas dadas pelas pessoas erradas
  • Falta de entendimento da real capacidade corporativa de entrega

Como resolver isso e iniciar essa jornada de Transformação Ágil?

A Agile Transformation Inc. e a Agility Health, são parte de uma organização referência em transformação ágil no mundo. Em parceria com grandes empresas desenvolveram um framework eficiente para auxiliar na transformação ágil corporativa, o EBA – Enterprise Business Agility.

Esse framework é formado por 6 pilares que se baseiam em métodos amplamente reconhecidos adaptados a uma abordagem ágil. A Liga Ágil, empresa do grupo Cadmus, é certificada Enterprise Business Agility Strategist e parceira oficial no Brasil da Agile Transformation In. e Agility Health. Nosso time de agilistas tem ajudado as empresas a identificar o melhor caminho para iniciar essa Jornada de Transformação.

O processo pode iniciar por um dos pilares ou todos. A recomendação da Liga Agil é realizar um EBA Workshop com os principais gestores. Este Workshop, além de dar mais clareza sobre os caminhos para atransformação ágil, auxilia na formação da melhor estratégia.

Conheça mais nosso Enterprise Business Agility: contato@69.64.36.38

Transformação Ágil Corporativa

Transformação Ágil

Em um cenário de mercado tão competitivo, ser eficiente na entrega dos resultados e projetos já não é mais um diferencial e sim uma necessidade para as empresas de TI. Cada vez mais se exige produtos melhores, interativos e adaptáveis as novas tecnologias; com isso as equipes de TI são cada vez mais solicitadas, tanto em volume de trabalho quanto em agilidade.

Com tanta demanda, muitas empresas enfrentam dificuldades em manter esse fluxo de trabalho com a qualidade que os clientes desejam. Para que consigam enfrentar essa realidade é de extrema importância que usem metodologias ágeis; este é o caminho mais seguro para que atinja uma grande transformação organizacional. Saiba como aplicar esta metodologia ágil em sua empresa, com o máximo desempenho de suas equipes e consiga atingir os objetivos da melhor forma e qualidade. Faça o download do e-book e encontre o melhor caminho para sua empresa. 

As 5 dimensões de Times Ágeis

A transformação ágil começa com equipes estáveis, autônomas, auto organizáveis e com pensamento ágil, ou seja, capaz de se adaptar ou mudar de direção rapidamente sempre que necessário para atender o negócio e o contexto em que se encontra, que entende profundamente seu cliente, capaz de aprender rápido com os erros e que entrega valor de forma contínua.

Como orientar o desenvolvimento de equipes assim?

Dividimos todas essas competências em 5 dimensões de agilidade:

  • Clareza
  • Cultura
  • Liderança
  • Fundamentos
  • Performance

Clareza

Uma equipe saudável tem clareza sobre sua visão e propósito, com medidas claramente definidas para o sucesso. A equipe compreende profundamente quem é seu cliente e como ele se comporta dentro da jornada e experiência da vida real. Eles entendem como seu trabalho se alinha aos objetivos estratégicos da empresa e estabelecem a propriedade coletiva para alcançar as metas atuais. 

Cultura

Uma equipe saudável tem uma cultura saudável, isso significa que eles trabalharam com colaboração real, respeito, confiança e felicidade. A inovação e criatividade são incentivadas e suportadas. Eles praticam uma comunicação aberta e honesta, trabalham de forma colaborativa, responsável e abordam conflitos de maneira saudável. 

Liderança

Uma equipe com forte liderança possui papeis bem definidos e compreende a responsabilidade e força de cada um deles: Facilitador (Team Leader/Agile Master/Scrum Master) Um facilitador de equipe eficaz garante que as práticas Ágeis/Lean orientem o dia a dia da equipe. Líder Técnico responsável por traduzir a visão de negócios em uma visão técnica e depois apoiar a execução técnica bem-sucedida dessa visão. O Product Owner é a pessoa responsável por maximizar o valor comercial fornecido pela equipe. Eles devem ser capazes de definir, comunicar e traduzir claramente a visão de negócios em um backlog de sucesso e definir metas de curto prazo. Gerente Em uma equipe saudável, os gerentes se concentram menos no gerenciamento de tarefas e mais no desenvolvimento de pessoas, na melhoria de processos e no alinhamento estratégico. Eles demonstram os traços dos líderes servidores e sabem quando fornecer orientação, quando ajudar e quando dar um passo atrás e capacitar a equipe. 

Fundação

Uma equipe não alcança alto desempenho sem ter uma base sólida para o sucesso. Essas áreas fundamentais são críticas e afetam diretamente o ritmo e a saúde da equipe. A estrutura da sua equipe (tamanho, habilidades, ambiente de trabalho físico ou virtual) tem um grande impacto no seu desempenho. A equipe mede sua maturidade e cria planos de ações e melhorias continuas que são reavaliados periodicamente rumo ao sucesso e

Performance

Uma equipe saudável acompanha, mede e comunica as principais métricas com alta visibilidade, demonstrando seu sucesso e destacando as áreas de crescimento. Discute de forma saudável e clara a confiança entre PO, partes interessadas e membros da equipe a fim de entender se estão indo na direção certa ou não. Analisar a variação entre os níveis de confiança abre uma conversa saudável para ajudar a equipe a inspecionar e adaptar-se. 



Formando times Ágeis

Estabilizando Times Ágeis

Transformação Digital: Descubra como e porque aplica-la!

Como um profissional da área de TI, certamente você já está familiarizado com a transformação digital a partir de termos como Internet das Coisas, Cloud Computing, Big Data, Business Intelligence, entre tantos outros, correto? Pois bem, isso significa que os avanços em tecnologia estão mudando a forma como vemos o mundo, adquirimos informações, fazemos compras, administramos nossas empresas e até como nos relacionamos com as outras pessoas.

Pensando nisso, neste artigo, você entenderá o que é transformação digital e os principais motivos para aplicá-la. Confira!

O que é Transformação Digital?

Como citamos acima, a tecnologia tem trazido grandes inovações à vida das pessoas. No entanto, ela também tem transformado o modo como as empresas realizam suas atividades e organizam seus processos.

Seja qual for o porte ou segmento de atuação no mercado, o fato é que os empreendimentos precisam se manter preparados para atender às demandas de um mundo composto por consumidores da era digital

Dado esse contexto, podemos afirmar que transformação digital é a forma como as empresas modernas têm rompido com paradigmas e aprimorado processos por meio da implementação de recursos tecnológicos. Ou seja, é com base nessa transformação que as organizações têm digitalizado seus negócios.

Por que implementar uma cultura de transformação digital na empresa?

A transformação digital não está restrita apenas à utilização de ferramentas tecnológicas, mas também se refere a uma evolução nos processos internos e externos de um empreendimento, em uma ação contínua que abrange muito mais do que somente o setor de TI.

Mudança nos modelos tradicionais de aplicação de treinamentos

Um dos aspectos mais relevantes que a implementação de uma cultura de transformação digital na empresa pode proporcionar é a agilidade na tomada de decisões e, é claro, o aumento da satisfação dos colaboradores.

Considerando que estamos nos referindo a uma série de mudanças que impactam os meios de produção, é correto afirmar que os funcionários necessitam de preparação e capacitação para atuar em novos cenários.

Ainda nessa linha de raciocínio, os treinamentos se tornam muito mais eficientes e produtivos, incluindo os colaboradores na lógica da digitalização, quando pautados em transformação digital. Sem mencionar o fato de que se tornam consideravelmente menos onerosos para a empresa.

Mais transparência nas negociações

A transparência nas negociações se deve ao fato de que, ainda que ambas as partes estejam geograficamente distantes, os envolvidos na negociação podem contar com a tecnologia para fechar negócios sem depender de processos burocráticos tradicionais.

Da mesma maneira, contratos e documentos podem ser validados juridicamente por meio da internet e de recursos tecnológicos como a assinatura eletrônica, por exemplo, sem que a empresa e o cliente estejam localizados no mesmo recinto.

Além disso, o uso de softwares de controle financeiro e gerenciamento de processos operacionais reduz o índice de falhas humanas, aumentando a confiabilidade dos dados da organização e transmitindo credibilidade e transparência aos consumidores e fornecedores.

Desenvolvimento de novos cargos e funções

Segundo a pesquisa mais recente feita pelo IBGE, existem cerca de 12,7 milhões de brasileiros desempregados, sendo a população jovem a mais afetada. No entanto, existe também o lado dos empregadores, que têm tido dificuldades para contratar profissionais preparados para o mercado moderno.

A transformação digital tem uma importante participação nessa realidade, sendo capaz até mesmo de reverter o atual cenário. À medida que os profissionais investem no aprimoramento de suas habilidades em tecnologia, uma vasta gama de possibilidades é aberta.

Ainda que estejamos em tempos de recessão econômica, a transformação digital tem gerado uma nova demanda de cargos e funções relacionadas à tecnologia e inovação. Os novos trabalhos são muito variados e visam atender às necessidades das corporações.

Dentre essas novas atividades laborais, podemos citar cargos e funções relacionadas:

ao gerenciamento de redes e dispositivos; à segurança digital e à privacidade; ao desenvolvimento de aplicativos e softwares; à análise de negócios e muito mais. O fato é que conforme as funções se tornam mais complexas, maior é a necessidade de candidatos qualificados e competentes. Isso significa que novos empregos são criados conforme a sociedade evolui e diferentes demandas são geradas.

Melhoria no atendimento ao cliente

Sem dúvidas, um dos grandes benefícios que a transformação digital tem proporcionado às empresas é a otimização da qualidade no atendimento aos clientes, consequentemente aumentando a satisfação do consumidor.

O papel da tecnologia nas melhorias no atendimento se deve ao fato de que, com informações mais relevantes sobre o perfil comportamental dos clientes, as organizações podem se adaptar às suas necessidades, interagir com mais efetividade e oferecer uma experiência de compra muito mais agradável do que a de seus concorrentes.

Não é nenhuma novidade que o consumidor moderno é muito mais exigente por estar acostumado a lidar com agilidade no atendimento, já que os dispositivos digitais promovem acessibilidade e automação.

Ou seja, em poucos segundos pode-se receber atendimento (seja por meio de chat ou aplicativos), solucionar problemas e, é claro, realizar transações comerciais com total autonomia e praticidade.

Por isso, as empresas têm buscado melhorar seu atendimento com tecnologia para estreitar os laços com seus clientes, aumentar o engajamento no ambiente digital e potencializar as oportunidades de negócios.

Como aplicar o conceito de Transformação Digital?

Invista na mudança cultural da organização — comodidade e zona de conforto não se enquadram nesse contexto, portanto, procure criar planos ousados e envolver os colaboradores.

Promova o desenvolvimento de competências e habilidades — como já foi citado, seus funcionários precisam de preparo para manusear ferramentas tecnológicas e se manterem atualizados a respeito das novas demandas.

Avalie processos — é possível que muitos processos na empresa sejam realizados da mesma maneira há anos. Para isso, faça uma avaliação completa para melhorar a tomada de decisões e repaginar as metodologias usuais do negócio. Como você pôde conferir neste artigo, a transformação digital é muito mais do que a simples afirmação de que os empreendimentos devem investir em tecnologia para automatizar seus procedimentos cotidianos.

O conceito de transformação digital é amplo e abrange processos internos e externos das empresas, promovendo ganhos de produtividade nas operações diárias, aumentando a satisfação dos consumidores e garantindo uma ótima posição diante dos concorrentes.

Agora que você já conhece os principais aspectos sobre transformação digital e por que aplicá-la no negócio, não deixe de conferir também o que é Design Thinking e o que ele pode fazer pela sua empresa!