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O papel da Comunidade de Prática dentro das empresas

Muitos times têm aderido a ideia de criar e incentivar a Comunidade de Prática dentro das corporações. Mas, você sabe como elas funcionam e os benefícios que ela proporciona em um ambiente corporativo? Nós contaremos a seguir.


Se você atua em uma empresa que possui além da agilidade em seu dna, a inovação, já deve ter ouvido falar o termo Comunidade de Prática – ou CoP.

Essa sigla, vinda do inglês, significa Community of Practice. Diferente de outros tipos de grupos de aprendizado, esse modelo possui desafios que colocam o conhecimento compartilhado em prática.

Esclarecendo de uma forma que você possa entender melhor como ela funciona, vamos explicar passo a passo para que você inicie essa prática da forma certa.

Primeiramente, o que é uma Comunidade de Prática?

As Comunidades de Prática são caracterizadas por grupos que se unem com um objetivo comum em aprender, compreender e atestar a efetividade de novos assuntos por meio da prática.

Durante o desenvolvimento de uma CoP (Community of Practice) é preciso que todos os integrantes tenham o mesmo objetivo: desenvolver novas habilidades, aprender novos assuntos e identificar alternativas a problemas.

É uma abordagem que faz parte de uma estratégia para escalar a agilidade, a exemplo, podemos ver a CoP dentro do framework do SAFe 5.0, como ilustrado abaixo:

Qual a diferença entre uma CoP e uma comunidade de aprendizado tradicional?

A principal diferença entre uma Comunidade de Prática de outro tipo de aprendizado é que os integrantes se dedicam em atividades e discussões e juntos se permitem a aprender uns com os outros, concentrados em um projeto de aplicabilidade do tema escolhido, atestando a efetividade dos conceitos identificados.

Outra característica desse modelo é que não importa o nível de senioridade entre os integrantes.

O principal objetivo do time é, acima de tudo, a interação entre os membros e que esses aprendam sobre o assunto discutido.

E qual o Workflow de uma Comunidade de Prática?

Durante o amadurecimento de uma Comunidade de Prática, os membros têm a missão inicial de desenvolver um repertório minimamente capaz de compartilhar entre si.

Essa etapa do processo pode, inclusive, levar um tempo para ser concluída pelo time.

Ou seja, os membros da equipe se unem, dividem o conteúdo com todos do grupo.

Depois disso, buscam um problema a ser resolvido através do conhecimento adquirido e da área que a CoP está se desenvolvendo.

Como uma Comunidade de Prática funciona em uma empresa adepta as Metodologias Ágeis?

Para explicar como uma CoP funciona, especificamente em uma empresa que já possui uma maturidade ágil, falaremos como essa prática tem se desenvolvido dentro dos times da Cadmus Soluções em TI.

Acima de tudo, uma forma de tornar o projeto mais aderente foi, por exemplo, acolher integrantes de diferentes níveis de conhecimento, mas que possuíssem disponibilidade.

Dessa forma, as ocupações foram divididas em três níveis:

Owner

Nessa categoria, a pessoa se torna responsável pela CoP.

Em outras palavras, é ela quem conduzirá os encontros e será responsável pelos conteúdos ministrados no decorrer dos estudos.

Member

Os integrantes que escolheram participar nessa ocupação atuaram diretamente na entrega do projeto.

Portanto, os participantes se comprometem a estudar para encontrar soluções dos desafios propostos neste grupo.

Além disso, para que os esforços se concentrem em resultados, os membros só podem participar ativamente de uma CoP.

Follower

Como follower de uma Comunidade de Prática, o participante poderá participar as interações.

Dessa forma, o seguidor não precisará se comprometer com as entregas.

Nesse modelo, os membros podem, por exemplo, seguir até duas comunidades.

E como começar uma Comunidade de Prática?

O ideal para começar a implementação de uma CoP – Community of Practice é estruturá-la através das seguintes etapas:

Imersão

Identificando a audiência, o propósito, os objetivos e a visão.

Design

Definindo as atividades, a tecnologia, o grupo de processos e os papéis que suportarão os objetivos da CoP.

Prototipagem

Conduz a comunidade com um grupo inicial para obter conhecimento, testando premissas, refinando a estratégia e estabelecendo os resultados.

Lançamento

Promover o projeto para as audiências com o objetivo de captar interessados em participar e entregar os resultados planejados.

Melhoria

Inicia-se o compartilhamento dos aprendizados e resultados das equipes em prol da meta estabelecida no início da Comunidade de Prática.

Ao final, o conhecimento adquirido é cultivado e os produtos obtidos são utilizados para definir novas estratégias para o futuro.

Gostou? Comece a implementar uma Comunidade de Prática com o template que preparamos.

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Iteração e Interação: você sabe a diferença?

Apesar de parecidos, os termos iteração e interação são bem diferentes na prática. Quer saber o porquê? Nós te contaremos a seguir, confira.

Mesmo sendo comum no segmento de tecnologia, os termos iteração e interação ainda são confundidos. Por isso resolvemos desmistificar cada um deles e te ajudar a usá-los corretamente no seu dia a dia.

O que é Iteração?

Segundo os dicionários, iteração se define por um processo que se repete diversas vezes para se chegar a um resultado e a cada vez gera um resultado parcial que será usado na vez seguinte.

Na prática, quando uma ação é realizada, a sua repetição pode haver duas e até mais iterações, como a soma de algarismos onde 1+1 é 2, e cada processo de soma é considerado uma iteração.

O que é Interação?

Diferente do tópico anterior onde é preciso realizar uma ação, na interação é a ação realizada pelo usuário com determinada situação ou produto.
Ou seja, para que exista o processo de interação é preciso que o usuário execute uma ação e não que essa ação seja repetida.

A iteração na tecnologia

Agora que já sabemos que um processo iterativo é contínuo, com diversas tentativas a fim de encontrar melhorias, como podemos definir esse termo na tecnologia?

Nesse caso, podemos chamar de desenvolvimento iterativo.

Iteração | Liga Ágil

Durante esse processo, um time atua de forma iterativa, identificando melhorias, onde através de cada iteração correções e ajustes necessários são feitos.   

Além disso, existe também o desenvolvimento incremental, onde o produto é desenvolvido e entregue por etapas. Cada etapa caracteriza um conjunto de funcionalidades.  

Em um ambiente ágil, o iterativo e o incremental caminham juntos, já que o processo inclui melhorias contínuas e todas as etapas são entregues segmentadas e adicionadas ao projeto como um todo. 

Tão importante quanto saber as nomenclaturas na teoria, é preciso conhecer de verdade as práticas ágeis. Fique de olho em nosso catálogo de treinamentos para não perder as próximas turmas, ou se preferir, solicite um treinamento in company e traga a Liga Ágil para o seu ambiente de trabalho.

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O que são Kudo Cards?

Uma metodologia adotada frequentemente pelas empresas, os Kudo Cards têm contribuído para a melhora nos resultados e desempenhos individuais e de todos os times. Leia este artigo e compreenda como funciona essa ferramenta e quais são seus benefícios.

Continue reading “O que são Kudo Cards?”
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Como uma empresa tradicional do ramo Logístico se reinventou através da agilidade

Para falar sobre o impacto das metodologias ágeis dentro de uma empresa, convidamos Pedro Paulo Neves para dividir a sua experiência durante a Transformação Ágil da Tegma Gestão Logística.

O início de uma jornada Ágil

Uma empresa que está há 50 anos na área logística, a Tegma sentiu a necessidade de inovar.

A primeira ação da companhia foi separar o departamento de TI e rever seus processos.

Também criaram uma Venture Capital, que além de ajudar nos passos iniciais da empresa rumo à transformação ágil, também fizeram com que ela se aproximasse de outras corporações.

Durante esse processo, a Tegma criou um projeto de aceleração de startups, voltadas à indústria logística.

Essa etapa ajudou a empresa a enxergar essas startups como fornecedores, o que contribuiu diretamente no processo de inovação da empresa.

Além disso, houve um investimento dedicado em duas dessas startups, que juntas, se conectaram no mesmo modelo de negócio.

Um novo olhar

A primeira mudança de mindset da companhia foi compreender que as mudanças iriam melhorar os processos e agregar valor ao serviço entregue ao cliente, de forma adaptativa e que influenciava no percurso, diferente de um modelo waterfall comum, onde o risco só aumentaria.

Alguns times internos não só tinham conhecimento em metodologias como o Scrum, mas também aplicavam de forma tímida nos processos do dia a dia. Mas foi através da consultoria que a empresa notou que ainda estava distante de uma Transformação Ágil.

Resultados ágeis

Após o diagnóstico, Pedro comentou que o crescimento foi surpreendente em relação ao tempo que tiveram para de fato executar as ações. Contudo, essas mudanças só aconteceram dentro dos setores de TI e desenvolvimento, o que ainda os afastavam de alcançar um modelo como o Business Agility.

Todo esse processo influenciou outros departamentos, como o de Gestão de Pessoas, cuja equipe agora possui o apoio de grandes gerências para continuar desenvolvendo um framework ágil.

Outro fator que contribui para esse processo foi a visão da equipe, enxergando o projeto não apenas como um benefício para o time de TI, mas para toda a corporação.

A autogestão foi uma das consequências benéficas desse projeto, já que as equipes se sentiam proprietárias do produto que estavam desenvolvendo, além de se sentirem mais motivadas por isso.

Ao final da palestra, Pedro ainda aconselhou que as empresas que iniciam um processo de transformação ágil devem se dedicar para que de fato se atinja a transformação.

Um dos pontos enfatizados é comunicar para que todas as equipes se motivem a participarem desse processo.

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Desafios da agilidade para novos entrantes

Em um painel mediado por Angelica de Lima, convidamos Rodrigo Otero, da Veloe e Paula Magalhães, da Juntos Somos Mais para compartilhar suas experiências durante a implementação da agilidade e apresentarem um panorama do mercado ágil.

Desafios e Oportunidades x Necessidades do Mercado de Construção

Durante o painel, Paula Magalhães compartilhou a iniciativa de grandes marcas em se unirem para atender melhor as demandas do mercado de construção. Contudo, essas empresas ainda tinham processos longos e ineficazes.

O primeiro desafio dessa união veio quando um projeto de 30 mil horas precisava ser entregue em apenas seis meses, sendo esse o único e-commerce B2B voltado para o setor construtivo.

As metodologias ágeis estiveram presentes fortemente durante o processo: um framework ágil foi estabelecido, squads foram formadas com o mesmo objetivo – a entrega final do produto para o lojista.

E como colocar em prática a cultura ágil dentro de uma Business Unit?

Rodrigo Otero, da Veloe, comentou que durante alguns meses a empresa passou por transformações que trouxessem melhoria dentro dos processos da corporação.

O primeiro objetivo da empresa foi literalmente organizar a casa. Aplicar metodologias como o Business Agility foi essencial para que, futuramente, o cliente estivesse no centro das operações.

Segundo Otero, as operações de tecnologia já rodavam no modelo ágil. Contudo, outros departamentos como a área de novos negócios e operações, ainda tinha não tinha processos bem estruturados e aí estava o grande desafio: implementar uma cultura ainda desconhecida em grande parte da corporação.

Resultados da implementação da cultura ágil

Em conjunto a estratégias de marketing, as metodologias ágeis ajudaram a Veloe a aumentar a base de clientes significativamente. No período de seis meses, o número de usuários chegou a ser dez vezes maior que no início do projeto.

No outro cenário, da Juntos Somos Mais, a agilidade contribuiu para que, além de se inserir e se posicionar em um mercado ainda necessitado de inovação, transformasse o mindset de empresas do grupo.

A cultura ágil, neste caso, ajudou uma empresa centenária a compreender os desafios e demandas do mercado em que já atuava, reconhecendo que precisava inovar. O resultado foi uma plataforma multibenefícios para o público que já conhecia a qualidade dos produtos.

A importância de times distintos na transformação ágil

Durante a sessão de perguntas, Paula comentou a importância de envolver outros times no processo de transformação ágil. Isso porque através de equipes como o RH, é possível atingir todas as camadas de uma corporação.

Além de concordar, Otero acrescentou que dentro da Veloe equipes foram contagiadas com a agilidade. Como consequência disso, projetos foram entregues antecipadamente e apresentarem bons resultados.

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