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Novas abordagens de estratégia para novos tempos e novos mercados

Muitos dizem que vivemos uma nova realidade, se referindo a necessidade que uma empresa tem de mudar rapidamente e se adequar sempre que necessário. Porém, não podemos dizer que uma nova realidade chegou porque essa necessidade de velocidade para mudança já era algo presente. Porém, não havíamos sido forçados a encará-la como agora.

Essa questão traz à tona outra pergunta: Os modelos de estratégia e gestão que conhecemos são suficientes para liderarmos a transformação que toda empresa precisa? A resposta parece mais clara do que nunca. É necessário rever a  forma de pensar a estratégia.

No livro The End of Competitive Advantage, Rita McGrath comenta sobre isso quando menciona como o modelo de cinco forças de Micheal Porter, matriz BCG, SWOT e outros tiverem a sua importância na abordagem estratégica para buscar e sustentar uma “Vantagem Competitiva” até agora. Porém, ela explica que “nestes novos cenários voláteis e repletos de incertezas que vivemos, para vencer, os executivos precisam aprender como explorar oportunidades de curto prazo com velocidade e determinação. Os modelos baseado em vantagem competitiva são de longo prazo e passivos, portanto desatualizados e perigosos em um ambiente competitivo de rápida evolução.”

Assim fica claro que as abordagens também precisam mudar. A mudança passa de um modelo baseado em análise para um modelo baseado em inovação, encarando cenários pouco previsíveis.

Abaixo um modelo da Strategy Tools que representa essa mudança:

Nos últimos anos as iniciativas de agilidade que foram protagonizadas, na maioria dos casos, por nos nossos times, felizmente prepararam o caminho para esse momento. Agora precisamos conectar tudo isso de maneira uniforme com a alta diretoria, C-Levels e grupos de estratégia para alcançarmos resultados melhores.

Nesse sentido unimos nossas ferramentas de Business Agility com as ferramentas de estratégia da Strategy Tools. Entendemos que agora temos um portfólio completo para habilitar as organizações na jornada de transformação de fim a fim!

Muitas empresas estão aprendendo isso nesse momento, utilizando novos métodos incluindo simuladores de estratégia.

Compartilhamos o relatório da Strategy Tools com diversos outros exemplos dessas ferramentas em ação e novas abordagens de estratégia: https://www.strategytools.io/report-strategy-tools-in-action/ . Entre em contato com nosso time e descubra como podemos criar algo novo juntos nessa jornada.

COVID-19 | Adaptação e Aprendizado-Real

COVID-19 | Adaptação e Aprendizado Real

COVID-19 | Adaptação e Aprendizado-Real

Há 2 semanas, na quarta-feira 11 de março, a OMS classificou o COVID-19 como pandemia. De lá para cá, em especial na última semana, presenciamos algo inédito e muito incrível: a capacidade das pessoas de se adaptarem ao novo. 

SIM, é possível! É possível mudar, se adaptar e se reorganizar quando a necessidade é real e nos esforçamos de verdade para isso.

Sem entrar no mérito da forma como as coisas vêm sendo feitas, se estão adequadas ou não, se é certo ou errado, a questão aqui é a capacidade real que as pessoas têm de tomar novos rumos e se adaptar à situações inusitadas.

Por outro lado, vemos um fenômeno que vale uma reflexão: a grande maioria das empresas demonstram uma clara fragilidade sobre suas estratégias, valores e propósito nesses momentos.

É mais ou menos assim: algumas pessoas recebem orientações sobre como lidar com situações de emergência.  Elas recebem treinamento, fazem planos de evacuação, análises cuidadosas e simulações a fim de se preparar para algo que exige urgência. Porém, quando a situação real aparece, cada um segue seu próprio instinto e não o plano. Da mesma forma, são as empresas. 

Diante do inesperado e da crise, as análises são realizadas de diferentes prismas, menos à luz das estratégias, valores e propósito instituídos (ou que se pensava estar instituído). O que sobra é apenas o senso de sobrevivência ou simplesmente o ato de fazer o que outros estão fazendo. “Pelo menos,” a maioria pensa, “se eu estiver errado, todos também estarão”.

Metodologias como OKRs, BSCs, PDIs, SWOTs, Analytics, BIs, CRMs, BigDatas, previsões, etc … quando a situação fica crítica, nada disso é considerado mais importante. 

A reflexão aqui é a seguinte: se deixássemos nos guiar por toda essa construção estratégica, teríamos resultados diferentes? Ou então, será que todo o tempo dedicado a isso é mesmo necessário? A forma como fazemos ainda é a correta?

O fato é que criamos ao longo do tempo mecanismos e formas que muitas vezes não endereçam os problemas reais. Fazemos porque outros estão fazendo, porque parece legal, interessante, divertido ou inspirador.

Após todo esse tempo, permanecemos com os mesmos problemas: produtividade baixa, custos altos, clientes insatisfeitos, falta controle ou visibilidade de resultados, o negócio não consegue se reinventar, lentidão gigante para inovar e maior ainda para produzir e entregar. E é na hora da crise que eles ficam muito mais evidentes.

Assim, surgem perguntas: E se convergimos essa capacidade maravilhosa de adaptação e mudança para nosso dia a dia daqui para a frente? E se focássemos no que realmente importa? E se procurássemos reduzir os desperdícios e focar no valor para o cliente? E se parássemos de ter medo de experimentar o novo? E se os 10% de energia e investimento sobre disrupção fosse de verdade? E se aceitássemos de vez que as estruturas organizacionais rígidas não funcionam mais em um mundo volátil e orgânico? Seria diferente?

Voltando à questão de como nosso sistema é frágil. Uma das respostas talvez esteja em ser “antifrágil”.

É óbvio e claro que não há resposta única e certamente eu não tenho autoridade nenhuma para dizer o que é certo ou errado.

Mas, para começar, indico uma excelente leitura para continuar essa reflexão: o livro Antifrágil de Nassim Nicholas Taleb, o mesmo autor de A Lógica do Cisne Negro —  aliás, outra excelente leitura também.

A ideia aqui não é ficar promovendo livros, mas sim, reflexões importantes para o novo modo de viver que surge nesse momento

Gosto de uma frase desse livro que combina com este momento que vivemos: “O resiliente resiste a impactos, mas volta a ser o mesmo; o antifrágil fica melhor.” 

Alex Salino
Founder | Liga Ágil

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O papel da Comunidade de Prática dentro das empresas

Muitos times têm aderido a ideia de criar e incentivar a Comunidade de Prática dentro das corporações. Mas, você sabe como elas funcionam e os benefícios que ela proporciona em um ambiente corporativo? Nós contaremos a seguir.


Se você atua em uma empresa que possui além da agilidade em seu dna, a inovação, já deve ter ouvido falar o termo Comunidade de Prática – ou CoP.

Essa sigla, vinda do inglês, significa Community of Practice. Diferente de outros tipos de grupos de aprendizado, esse modelo possui desafios que colocam o conhecimento compartilhado em prática.

Esclarecendo de uma forma que você possa entender melhor como ela funciona, vamos explicar passo a passo para que você inicie essa prática da forma certa.

Primeiramente, o que é uma Comunidade de Prática?

As Comunidades de Prática são caracterizadas por grupos que se unem com um objetivo comum em aprender, compreender e atestar a efetividade de novos assuntos por meio da prática.

Durante o desenvolvimento de uma CoP (Community of Practice) é preciso que todos os integrantes tenham o mesmo objetivo: desenvolver novas habilidades, aprender novos assuntos e identificar alternativas a problemas.

É uma abordagem que faz parte de uma estratégia para escalar a agilidade, a exemplo, podemos ver a CoP dentro do framework do SAFe 5.0, como ilustrado abaixo:

Qual a diferença entre uma CoP e uma comunidade de aprendizado tradicional?

A principal diferença entre uma Comunidade de Prática de outro tipo de aprendizado é que os integrantes se dedicam em atividades e discussões e juntos se permitem a aprender uns com os outros, concentrados em um projeto de aplicabilidade do tema escolhido, atestando a efetividade dos conceitos identificados.

Outra característica desse modelo é que não importa o nível de senioridade entre os integrantes.

O principal objetivo do time é, acima de tudo, a interação entre os membros e que esses aprendam sobre o assunto discutido.

E qual o Workflow de uma Comunidade de Prática?

Durante o amadurecimento de uma Comunidade de Prática, os membros têm a missão inicial de desenvolver um repertório minimamente capaz de compartilhar entre si.

Essa etapa do processo pode, inclusive, levar um tempo para ser concluída pelo time.

Ou seja, os membros da equipe se unem, dividem o conteúdo com todos do grupo.

Depois disso, buscam um problema a ser resolvido através do conhecimento adquirido e da área que a CoP está se desenvolvendo.

Como uma Comunidade de Prática funciona em uma empresa adepta as Metodologias Ágeis?

Para explicar como uma CoP funciona, especificamente em uma empresa que já possui uma maturidade ágil, falaremos como essa prática tem se desenvolvido dentro dos times da Cadmus Soluções em TI.

Acima de tudo, uma forma de tornar o projeto mais aderente foi, por exemplo, acolher integrantes de diferentes níveis de conhecimento, mas que possuíssem disponibilidade.

Dessa forma, as ocupações foram divididas em três níveis:

Owner

Nessa categoria, a pessoa se torna responsável pela CoP.

Em outras palavras, é ela quem conduzirá os encontros e será responsável pelos conteúdos ministrados no decorrer dos estudos.

Member

Os integrantes que escolheram participar nessa ocupação atuaram diretamente na entrega do projeto.

Portanto, os participantes se comprometem a estudar para encontrar soluções dos desafios propostos neste grupo.

Além disso, para que os esforços se concentrem em resultados, os membros só podem participar ativamente de uma CoP.

Follower

Como follower de uma Comunidade de Prática, o participante poderá participar as interações.

Dessa forma, o seguidor não precisará se comprometer com as entregas.

Nesse modelo, os membros podem, por exemplo, seguir até duas comunidades.

E como começar uma Comunidade de Prática?

O ideal para começar a implementação de uma CoP – Community of Practice é estruturá-la através das seguintes etapas:

Imersão

Identificando a audiência, o propósito, os objetivos e a visão.

Design

Definindo as atividades, a tecnologia, o grupo de processos e os papéis que suportarão os objetivos da CoP.

Prototipagem

Conduz a comunidade com um grupo inicial para obter conhecimento, testando premissas, refinando a estratégia e estabelecendo os resultados.

Lançamento

Promover o projeto para as audiências com o objetivo de captar interessados em participar e entregar os resultados planejados.

Melhoria

Inicia-se o compartilhamento dos aprendizados e resultados das equipes em prol da meta estabelecida no início da Comunidade de Prática.

Ao final, o conhecimento adquirido é cultivado e os produtos obtidos são utilizados para definir novas estratégias para o futuro.

Gostou? Comece a implementar uma Comunidade de Prática com o template que preparamos.